- Meta lança IA para reforçar verificação de idade; no Brasil, a medida começa apenas no Instagram.
- Tecnologia analisa pistas visuais, como estrutura óssea e altura, para estimar a faixa etária, sem identificar a pessoa.
- Além da análise visual, a IA usa modelos de linguagem para buscar sinais contextuais no perfil (comentários, legendas, aniversários, notas escolares e interações em Reels, Lives e Grupos).
- Contas de menores identificadas podem ser desativadas; para evitar a suspensão, o usuário precisa passar por comprovação de idade.
- Denúncias ficaram mais simples: fluxos na Central de Ajuda e nos apps permitem reportar contas suspeitas; a Meta diz que a IA aumenta a precisão e a velocidade das respostas.
A Meta anunciou a implantação de IA para reforçar a verificação de idade em suas plataformas. No Brasil, a novidade entra em vigor inicialmente apenas no Instagram, conforme comunicado oficial. A medida visa identificar menores de 18 anos que informam idades falsas para acessar conteúdos restritos.
A ferramenta utiliza análise visual por IA para estimar a faixa etária a partir de fotos e vídeos. Diferente do reconhecimento facial tradicional, a tecnologia observa pistas genéricas como altura e estrutura óssea, sem identificar a pessoa específica.
Tecnologia de análise
Além da avaliação visual, a Meta amplia o uso de modelos de linguagem para detectar pistas contextuais em perfis. Dados de comentários, legendas, menções de aniversário, notas escolares e interações em Reels, Lives e Grupos do Facebook ajudam a confirmar a idade.
A empresa afirma que, se a conta for identificada como de menor idade, o perfil pode ser desativado de imediato. Para evitar a suspensão definitiva, o usuário precisa passar por uma verificação formal de idade.
Processo e canais de denúncia
A Meta reformulou a Central de Ajuda e os apps para facilitar denúncias de contas suspeitas. Usuários conseguem reportar rapidamente perfis que pareçam ser de menores de idade.
Segundo a companhia, a implementação global ocorre gradualmente, com etapas em mercados selecionados antes da expansão total. A iniciativa também incentiva diálogo entre pais e filhos sobre dados informados online.
Contexto regulatório
Paralelamente, o governo federal alterou a classificação indicativa do YouTube de 14 para 16 anos, com a mudança sendo exibida em lojas de apps e antes do acesso. A medida busca restringir conteúdos potencialmente prejudiciais a menores.
A Meta reiterou o compromisso com a segurança online, ressaltando a necessidade de mecanismos eficazes para proteger o público jovem sem excluir usuários de forma indevida.
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