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PF mira família de Rogério Andrade, PMs e civis no Rio

Operação Centelha apura lavagem de dinheiro do jogo do bicho em rede de postos de gasolina; bens de investigados, inclusive policiais, são sequestrados

Bicheiro Rogério de Andrade é preso no Rio de Janeiro. Reprodução/TV Globo
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  • A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a operação Centelha para investigar lavagem de dinheiro do jogo do bicho.
  • A ação mira uma rede de postos de gasolina usada para sonegação fiscal e lavagem de patrimônio da contravenção.
  • Entre os alvos está a família do bicheiro Rogério Andrade, considerado um dos líderes da organização criminosa e investigado como mandante de homicídio em dois mil e vinte.
  • A Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados, incluindo três policiais civis e um policial militar, em nome próprio e de laranjas.
  • Os bens atingidos abrangem imóveis, veículos de luxo, cotas de empresas e ao menos dezesseis embarcações.

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) deflagraram nesta quarta-feira a Operação Centelha, que mira a lavagem de dinheiro do jogo do bicho em uma rede de postos de gasolina. A ação envolve a família de Rogério Andrade, apontado como líder da contravenção carioca.

A investigação aponta que os postos, lojas de conveniência e empresas ligadas ao grupo funcionavam como um conjunto econômico utilizado para sonegação fiscal e lavagem de patrimônio. O foco é revelar o fluxo financeiro da organização criminosa.

Rogério Andrade, detido em presídio federal de segurança máxima, figura como investigado e é considerado mandante de homicídio ocorrido em 2020, segundo apurações da PF. A operação envolve ainda policiais civis e o Corpo de Segurança, entre os alvos.

A Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados, em nome próprio e de terceiros identificados como laranjas. Entre os itens apreendidos estão imóveis, veículos de alto valor, cotas de empresas e ao menos 16 embarcações.

Ao todo, três policiais civis e um policial militar tiveram seus bens alvo da medida de indisponibilidade. A apuração indica que os estabelecimentos eram geridos de forma secretamente integrada, com o objetivo de manter a organização criminosa.

Os réus podem responder por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa. A PF afirma que as apurações continuam para detalhar o desenho operacional do grupo.

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