- Um bebê de aproximadamente 2 meses morreu na madrugada de terça-feira, em São João Batista, na Grande Florianópolis, com suspeitas de desnutrição.
- A Polícia Militar informou que o Samu atendeu uma ligação da cuidadora por volta das 3h50; a primeira chamada foi considerada trote devido ao riso durante o atendimento.
- Em chamada de vídeo posterior, a médica plantonista confirmou gravidade e orientou manobras de reanimação; a criança entrou em parada cardiopneumática cerca de 20 minutos antes do primeiro contato.
- O Conselho Tutelar foi acionado pelo hospital; houve registro anterior de possíveis violações na residência, onde a babá atendia mais crianças.
- A mãe e a cuidadora foram à delegacia para os procedimentos cabíveis; a perícia não identificou elementos para prisão em flagrante, apontou peso entre 1,9 kg e 1,95 kg e sinais de desnutrição, mas sem indícios de negligência ou asfixia. A hipótese de morte súbita permanece em avaliação.
Um bebê de aproximadamente dois meses morreu na madrugada desta terça-feira (5) em São João Batista, na Grande Florianópolis. O caso é alvo de investigação da Polícia Civil, com perícia apontando causas clínicas complexas. O Samu atendeu chamado feito pela cuidadora da criança, inicialmente considerado trote por ter havido risos durante a ligação.
Segundo a PM, a ligação ocorreu por volta das 3h50, informando parada cardiorrespiratória. Em vídeo, a médica plantonista confirmou a gravidade e orientou manobras de reanimação. O bebê teria entrado em parada cerca de 20 minutos antes do primeiro contato com o serviço.
Atendimento e evolução
O atendimento ocorreu na residência, no bairro Ribanceira do Sul. A mãe, que trabalhava no período noturno, deixou o filho sob os cuidados de uma babá. Por volta das 4h, ela recebeu orientação para ir ao hospital. A cuidadora relatou ter acordado por volta das 3h50 para alimentar o bebê e notou que ele já estava frio.
Durante o atendimento, foi observado desinteresse dos responsáveis em relação aos cuidados médicos imediatos. O hospital foi informado e o bebê foi encaminhado ao Hospital Monsenhor José Locks por volta das 5h15, já com sinais de resfriamento cadavérico.
Exames e perícia
No exame cadavérico, foram detectados sinais compatíveis com desnutrição, gradil costal exposto e baixa massa corporal. Não houve indicações de maus-tratos ou de aspiração de alimento nas vias aéreas. O médico legista informou peso entre 1,9 kg e 1,95 kg, abaixo do esperado para a idade, sem ligação direta comprovada com omissão de cuidados.
O laudo também apontou fenda palatina, micrognatia e crânio de tamanho reduzido, cuja relação com a morte depende de histórico médico. A polícia destacou que não há elementos suficientes para prisão em flagrante da mãe ou da babá até o momento.
Investigação e desdobramentos
O Conselho Tutelar foi acionado pelo hospital após o óbito sem a presença de responsável legal. A polícia informou que as investigações seguem para esclarecer a causa da morte, com a hipótese de morte súbita ainda em avaliação. As informações apontam para um quadro clínico complexo, demandando análise de documentos médicos e históricos da criança.
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