- A Stalheimskleiva, na Noruega, tem inclinação de 20% e 13 curvas em zigue-zague, com pouco menos de 2 km de extensão.
- Foi construída entre 1842 e 1846, à mão, para permitir que carruagens postais descessem o Vale de Nærøydalen, com muros de arrimo sustentando as curvas.
- Hoje a via é administrada pela Administração de Estradas Públicas da Noruega e está fechada para veículos, acessível apenas a pedestres e ciclistas em restauração como patrimônio histórico.
- A inclinação de 20% é considerada extrema para veículos; freios especiais eram necessários para evitar superaquecimento nas curvas cegas, e as estradas modernas costumam ter inclinações máximas entre seis e oito por cento.
- A descida oferece vistas do vale e das cachoeiras Stalheimsfossen (126 metros) e Sivlefossen (142 metros); a rota contribuiu para o turismo e para o desenvolvimento de técnicas de contenção de rocha usadas na engenharia norueguesa.
A Stalheimskleiva, na Noruega, é uma estrada histórica que soma 13 curvas em zigue-zague e uma inclinação de 20%. Com pouco menos de 2 km, foi construída para facilitar o acesso entre o vale de Nærøydalen e rotas de trem e barco, se tornando um marco da engenharia viária. Hoje, a via está fechada para veículos e aberta apenas a pedestres e ciclistas, em restauração como patrimônio histórico.
A via foi erguida entre 1842 e 1846, com construção manual. O traçado em hairpins mitigou a inclinação extrema, e muros de arrimo de pedra sustentam as curvas. A obra demonstra a durabilidade da engenharia norueguesa do século XIX, mesmo em terreno íngreme.
Características técnicas
A inclinação de 20% exige freio motor especial para veículos pesados, especialmente em descidas. Quando em operação, a estrada permitia o desembarque de carruagens postais, conectando comunidades isoladas ao turismo da região. A via é reconhecida pela cadência acentuada das curvas e pela largura reduzida.
Situação atual e gestão
A Administração de Estradas Públicas da Noruega (Statens Vegvesen) administra o trecho. O desgaste e o risco de quedas de rochas motivaram o fechamento do tráfego veicular. O percurso está acessível apenas a pedestres e ciclistas, durante ações de restauração e preservação.
A paisagem ao redor compensa o esforço: o trajeto acompanha as cachoeiras Stalheimsfossen (126 m) e Sivlefossen (142 m). A vista sobre o vale é um atrativo histórico e paisagístico da região.
Legado e turismo
No topo fica o Stalheim Hotel, tradicional ponto de parada desde o século XIX. A rota conectava viajantes a barcos que percorrem o Nærøyfjord, trecho protegido pela UNESCO, fortalecendo o turismo da região.
A Stalheimskleiva representa um museu a céu aberto da infraestrutura viária do século XIX. Ela influenciou técnicas modernas de contenção de rocha usadas na rede de túneis da Noruega, consolidando seu papel na história da engenharia montanhosa.
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