- Ted Turner, fundador da CNN, faleceu aos 87 anos na quarta-feira, 6 de maio, deixando legado na mídia, esportes e filantropia.
- Em 1980, lançou a CNN, primeiro canal de notícias 24 horas; no início houve prejuízos, chegando a perder até US$ 2 milhões por mês nos dois primeiros anos.
- A emissora ajudou a moldar a cobertura ao vivo de acontecimentos globais, como a libertação de reféns no Irã (1981), o acidente do ônibus espacial Challenger (1986) e a Guerra do Golfo (1991).
- Turner expandiu o império ao adquirir a emissora WTCG, que mais tarde virou CNN, além de comprar os times de beisebol Atlanta Braves e de basquete Atlanta Hawks.
- Além da mídia, Turner foi militante em causas sociais, apoiou a ONU com US$ 1 bilhão entre 1997 e 2007 e teve destaque na vela, vencendo a America’s Cup em 1977.
Ted Turner, fundador da CNN, morreu aos 87 anos na última quarta-feira, 6 de maio. A notícia marca o encerramento de uma trajetória que transformou o jornalismo na televisão e influenciou a cultura de consumo de notícias no mundo. Turner deixa um legado que vai além da mídia.
Empresário e magnata, Turner foi responsável pela criação da primeira emissora de notícias 24 horas, um marco para a indústria. A CNN mudou a forma de acompanhar eventos em tempo real, em um modelo operado com orçamento modesto no início.
O caminho que levou à CNN começou em 1963, com a expansão da empresa de outdoors da família. Turner assumiu o controle, transformando-a em um império de mídia, com ambições que reescreveram normas do setor.
Em Atlanta, ele comprou uma emissora falida em 1970, renomeando-a WTCG, e investiu em tecnologia para abranger o país. A estratégia incluiu a aquisição dos times Atlanta Braves e Hawks para preencher a grade de programação.
Apostando na inovação, Turner mergulhou em esportes, vela e empreendedorismo. Foi vencedor da America’s Cup em 1977 e ganhou reconhecimento pela abordagem agressiva e visionária. Também liderou iniciativas filantrópicas.
A CNN ganhou força durante crises históricas, como a libertação de reféns no Irã em 1981 e o acidente do ônibus espacial Challenger. A cobertura em tempo real marcou uma diferença na percepção pública sobre guerras e conflitos.
Turner teve vida pessoal marcada por relações públicas amplas e por um estilo direto. Foi conhecido como um empresário audacioso, com foco em investimentos de alto risco e em apostas públicas que moldaram o cenário midiático.
Na esfera filantrópica, o magnata doou US$ 1 bilhão à ONU em 1997, com recursos destinados a refugiados, educação e saúde. A atuação solidária reforçou a imagem de Turner como figura pública engajada.
Em 2018, foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy. Deixa cinco filhos, 14 netos e dois bisnetos, além de um conjunto de marcas que moldaram o jornalismo moderno e as atividades filantrópicas.
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