- No final de abril, duas crianças de 10 e 7 anos foram vítimas de estupro coletivo em São Paulo; quatro adolescentes e um adulto suspeitos foram presos e imagens do ataque foram divulgadas nas redes.
- Entre janeiro e março de 2026, a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo registrou 2.942 casos de estupro de vulnerável, 10 a mais que no mesmo período de 2025.
- Em 2025, 71% (57.329) do total de casos de estupro no Brasil foram classificados como estupro de vulnerável, em um total de 80.605 casos.
- Em 2024, a taxa de estupro de vulnerável em São Paulo foi de 24,3 por cem mil habitantes, abaixo da média nacional de 31,6; estados com as taxas mais altas incluem Roraima, Acre e Amapá.
- Especialistas destacam a importância de programas de conscientização, de protocolos de atuação que integrem escolas, saúde e conselhos tutelares, e de investigação especializada para reduzir a impunidade, que, segundo levantamento da Folha, atinge 9 a cada 10 casos.
No final de abril, duas crianças de 10 e 7 anos sofreram estupro coletivo em São Paulo. Quatro adolescentes e um adulto foram presos, e imagens do ataque teriam sido gravadas e divulgadas nas redes sociais. O caso reacende o debate sobre violência sexual contra menores.
Entre janeiro e março de 2026, a Secretaria Estadual de Segurança Pública registrou 2.942 casos de estupro de vulnerável em São Paulo, 10 a mais que o mesmo período de 2025. A série histórica aponta aumento ao longo do ano, com 892 ocorrências em janeiro, 915 em fevereiro e 1.135 em março.
Contexto do crime e definição legal
A lei brasileira define estupro de vulnerável como conjunção carnal ou praticar ato libidinoso com alguém menor de 14 anos, independente de consentimento, incluindo casos com pessoas que tenham enfermidade, deficiência ou condição que reduza a capacidade de resistência.
Desafios na prevenção e na apuração
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que, em 2024, a taxa no estado ficou em 24,3 por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional. Ainda assim, a subnotificação é comum, pois abusadores costumam ser parentes ou conhecidos.
Medidas públicas e atuação policial
Especialistas alertam para a necessidade de programas de conscientização e de protocolos integrados entre escolas, unidades básicas de saúde e conselhos tutelares. A capacitação de policiais e investigadores é apontada como essencial para melhorar a coleta de provas.
Perspectiva de combate à impunidade
Levantamento recente da Folha, baseado em 40,5 mil processos encerrados entre 2020 e 2026, mostra que 9 em cada 10 casos de estupro de vulnerável não resultam em condenação ou absolvição formal. A impunidade é citada como fator que estimula novos crimes.
Dados nacionais e referência institucional
Segundo o Ministério da Justiça, 71% dos casos de estupro no Brasil em 2025 foram classificados como estupro de vulnerável, totalizando 57.329 ocorrências entre 80.605 casos. O efeito é sentido como um sinal de necessidade de atuação mais firme com base em evidências.
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