- MIS Copacabana, assinado pelo escritório Diller Scofidio + Renfro em parceria com Indio da Costa, chega ao fim de mais de dez anos de obras com previsão de abertura total em 2026 e expectativa de cerca de 1,3 milhão de visitantes por ano.
- O projeto transforma o calçadão em um percurso vertical, com a fachada percorrida por uma escadaria que conecta a areia ao topo do edifício.
- A Fundação MIS mantém o acervo nas sedes da Praça XV e da Lapa, enquanto Copacabana passa a abrigar exposições, cinema, restaurante, café, terraço com cinema ao ar livre e experiências imersivas.
- A primeira mostra, Arquitetura em Cena – O MIS Copa Antes da Imagem e do Som, fica no primeiro pavimento; o público geral poderá visitar a partir de 8 de maio, com agendamento via Sympla.
- A obra enfrentou longas paralisações por questões administrativas, jurídicas e pandêmicas; retomada ocorreu em 2021 com recursos da venda da CEDAE, e a inauguração completa está prevista para dezembro.
O MIS Copacabana encerra uma espera de mais de 10 anos ao transformar o calçadão em um percurso vertical. Assinado por Diller Scofidio + Renfro, em parceria com Índio da Costa, o projeto chega à reta final com abertura prevista para o segundo semestre de 2026. A unidade promete ampliar a oferta cultural da cidade.
A Fundação MIS atua desde 1965 na preservação e difusão da cultura brasileira. O acervo atual continua nas sedes da Praça XV e da Lapa; Copacabana passa a abrigar exposições, cinema, restaurante e experiências imersivas, ampliando as formas de narrar a produção cultural do país.
A expectativa oficial de público é de cerca de 1,3 milhão de visitantes por ano, segundo o Governo do Rio. Enquanto as obras não terminam, já há uma primeira mostra inaugurada no térreo, com visitas inicialmente restritas a grupos agendados.
A concepção e a história do MIS Copacabana
A ideia de uma nova sede para o MIS remonta a 2008, quando se cogitou um espaço de grande envergadura no Rio. O concurso internacional de arquitetura teve participação de escritórios nacionais e estrangeiros, com vitória de DS+R. A Fundação Roberto Marinho liderou o processo.
A escolha da praia de Copacabana se deu pela visibilidade e pela natureza democrática do território, que reúne moradores, turistas e várias camadas sociais. A iniciativa foi acompanhada por uma equipe que integrou a prática brasileira aos padrões internacionais.
A construção, dividida em três etapas, enfrentou uma paralisação de seis anos. A retomada, em 2021, contou com recursos obtidos com a venda da CEDAE e seguiu para a fase final de acabamento e montagem museográfica.
A arquitetura que transforma a paisagem
A combinação entre DS+R e o escritório Índio da Costa Arquitetura viabilizou a adaptação técnica do projeto às normas locais. O conceito de “boulevard vertical” foi mantido, com uma fachada que agrega leveza estrutural e circulação interna fluida.
Desafios à beira-mar exigiram solução estrutural que transforma esforços horizontais em movimento vertical, preservando a percepção de continuidade da paisagem. A obra busca manter a leitura do edifício como objeto museal em constante leitura.
O MIS Copacabana em movimento
O MIS Copacabana não será apenas um museu estático. O programa inclui exposições permanentes e temporárias, auditório, áreas educativas, restaurante, café, terraço com cinema ao ar livre e uma área de convivência com passagem pela mostra.
Antes da abertura completa, a exposição inaugural Arquitetura em Cena – O MIS Copa Antes da Imagem e do Som ocupa o primeiro pavimento, com visitação controlada para grupos. A partir de 8 de maio, o público geral poderá conhecer o espaço mediante agendamento.
A previsão é que, ao final da implementação, o visitante tenha uma experiência integrada que combine memória, emoção e pertencimento. A aposta é transformar o MIS Copacabana em um espaço de referência cultural para a cidade.
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