- O cirurgião da Flórida, Thomas Shaknovsky, de quarenta e quatro anos, foi indiciado por homicídio culposo após supostamente remover o fígado em vez do baço de um paciente.
- William Bryan, de setenta anos, morreu após a cirurgia mal sucedida; a decisão de indiciar ocorreu em Tallahassee, em abril.
- Em depoimento de novembro, obtido pela NBC, Shaknovsky descreveu a morte como um evento “incrivelmente infeliz” e afirmou estar “para sempre traumatizado”.
- Segundo o depoimento, após retirar o fígado, o órgão foi rotulado como baço e aparece nos principais registros como baço; ele disse ter estado mentalmente comprometido no momento.
- A ação judicial movida pela viúva Beverly Bryan alega negligência médica; a polícia de Walton County informou que houve perda sanguínea catastrófica e morte do paciente no centro cirúrgico, com possibilidade de até 15 anos de prisão e multa de até $ 10.000.
Um médico da Flórida foi indicado por homicídio culposo após supostamente remover o fígado de um paciente em vez do baço. O caso ganhou destaque nacional e envolve a morte de William Bryan, de 70 anos, durante cirurgia realizada em uma clínica na Flórida.
O cirurgião Thomas Shaknovsky, de 44 anos, é acusado de negligência grave. Em depoimento de novembro obtido pela NBC, ele descreveu o episódio como um evento extremamente triste, afirmando estar traumatizado pela morte de Bryan. A promotoria elevou a acusação de homicídio culposo em abril, baseando-se no que ocorreu no centro cirúrgico.
Segundo o depoimento, o médico ordenou que o órgão removido fosse rotulado como baço, e o registro pós-operatório também o descreveu como baço. Shaknovsky afirmou ter estado mentalmente comprometido no momento e relatou ter ficado emocionalmente abalado após a morte, além de ter dito que não conseguiu identificar a fonte exata da hemorragia durante a operação.
Beverly Bryan, viúva da vítima, moveu uma ação de questionamento de prática médica. A denúncia sustenta que houve omissão de referência ao fígado removido para encobrir suposta negligência, conforme noticiado pela NBC. A delegacia do condado de Walton informou que a atuação do médico contribuiu para sangramento catastrófico e a morte da paciente na mesa de cirurgia.
No relato do depoimento, Bryan descreve instabilidade no decorrer da cirurgia, com o coração parado após extenso sangramento. Hélice de compressões foi realizada e o médico tentou localizar a origem do sangramento, sem sucesso. A narrativa também ressalta o estado emocional de Shaknovsky durante o ocorrido e após, em local separado do atendimento.
A defesa aponta que o médico enfrentou circunstâncias difíceis durante o procedimento. Se condenado, Shaknovsky pode cumprir até 15 anos de prisão e pagar multa de até 10 mil dólares. A análise de caso segue em curso, com a divulgação de novos documentos judiciais esperada.
Entre na conversa da comunidade