- Mensagens compartilhadas pela advogada do cabeleireiro indicam que a cliente já ameaçava o profissional, incluindo uma mensagem em que afirma que iria “colocar fogo em você”.
- A agressão aconteceu no salão, na Barra Funda, quando a cliente esfaqueou o cabeleireiro com uma faca de cozinha após reclamar do retorno do dinheiro.
- O estabelecimento diz que sugeriu que a cliente fizesse mechas morena iluminada para evitar danos aos fios, mas ela recusou tratamentos adicionais por questões de custo.
- A defesa aponta que a cliente teria dito à polícia que iria “matar esse viado desgraçado”, o que pode indicar motivação homofóbica; o caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e autolesão no 91º DP e encaminhado ao Jecrim, com a mulher detida e confessando o crime.
- A Secretaria de Segurança Pública confirmou os registros e a prisão, destacando que o episódio envolve ameaças anteriores e a agressão com arma branca.
A cliente que agrediu o cabeleireiro com uma faca de cozinha em um salão da Barra Funda, São Paulo, já tinha enviado mensagens com ameaças ao profissional semanas antes do ataque. O episódio ocorreu na última terça-feira, após a cliente reclamar do resultado do serviço, segundo informações de defesa e da polícia.
Conforme a versão apresentada pela advogada do cabeleireiro, as conversas nas redes indicam que a agressão foi premeditada. A defesa afirma que a cliente não tentou resolver o impasse de forma amigável e, com a negativa do salão em devolver o valor pago, passou a agir de modo hostil.
Segundo o estabelecimento, a cliente esteve no local em 7 de abril para fazer mechas, desejando ficar extremamente loira. Os profissionais sugeriram a técnica morena iluminada para preservar a saúde dos fios e recomendaram tratamentos, mas houve recusa por parte da cliente por custos adicionais. Apenas as mechas teriam sido realizadas.
Cerca de um mês depois, a mulher retornou para exigir devolução do dinheiro e, após a negativa, teria atacado o cabeleireiro com a faca. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento dos golpes. A defesa alega que a cliente fez menções que podem indicar motivação homofóbica para o ataque.
A SSP informou que o caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e autolesão no 91º DP e encaminhado ao Jecrim. A mulher foi detida e confessou o crime, segundo a polícia. Em redes sociais, o cabeleireiro afirmou sentir-se desamparado com a repercussão do episódio e alegou temor de impunidade.
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