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Eliza Samudio denunciou Bruno à polícia antes de ser morta, diz série

Caso Eliza Samudio ganha novo capítulo: Bruno Fernandes volta à prisão por violar regras do benefício de semiaberto, após condenação por homicídio e sequestro

Em 2009, Eliza Samúdio denunciou o goleiro Bruno por ameaça e agressão — Foto: Reprodução
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  • Em 2009, Eliza Samúdio denunciou o goleiro Bruno por ameaça e agressão, dizendo que ele a consumiria caso fosse à delegacia.
  • Em 4 de junho de 2010, Eliza e o filho foram levados ao sítio do ex-jogador, e ela foi atacada por um menor durante o trajeto.
  • No sítio, Eliza foi mantida refém e assassinada por asfixia; o corpo nunca foi encontrado; o filho permaneceu com Dayanne Rodrigues e depois foi entregue a outras pessoas.
  • Em 2012, Macarrão informou que Eliza foi morta e apontou Bruno como mandante; Bruno foi condenado, em 2013, a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado.
  • Entre 2019 e 2023 Bruno teve benefícios de progressão e liberdade condicional; em 2026 voltou à prisão após violar regras, e o caso envolveu seis condenados no total.

A polícia prendeu Bruno Fernandes, ex-goleiro do Flamengo, nesta quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro. Ele é suspeito de descumprir regras do regime semiaberto, o que motivou a prisão. O caso voltou a ganhar repercussão por envolver decisão judicial anterior.

Eliza Samudio denunciou Bruno por ameaça e agressão em 2009, quando ainda disputava a paternidade do filho que teve com o jogador. Segundo registros, as ameaças teriam ocorrido em entorno de delegacias. A denúncia integrou a trajetória que culminou no crime.

Em junho de 2010, Eliza foi colocada sob poder de cúmplices do ex-jogador, em Minas Gerais, após ser levada de um hotel no Rio de Janeiro. O filho da vítima foi mantido refém em um sítio, enquanto a investigação apurava o envolvimento de múltiplos acusados.

No dia 10 de junho, Eliza foi levada à casa de Bola, ex-policial, que a asfixiou e ocultou o cadáver, nunca encontrado. O bebê ficou sob cuidados de Dayanne Rodrigues, ex-mulher de Bruno, sendo entregue a outras pessoas dias depois.

Ao todo, nove pessoas teriam participação no sequestro e assassinato. Em 2012, Macarrão apontou Bruno como mandante; o ex-jogador foi condenado a mais de 22 anos de prisão. Outras condenações também foram impostas a cúmplices.

Bruno Fernandes recebeu progressão de pena até 2019, quando passou ao regime semiaberto. Em 2023, teve direito à liberdade condicional. Em março de 2026, voltou a ser considerado foragido, e a Justiça ordenou a prisão novamente após violar condições.

A ordem atual de prisão foi expedida devido a descumprimento de regras de concessão do benefício. O ex-jogador foi localizado e preso em São Pedro da Aldeia, segundo informações oficiais. A investigação continua para esclarecer novas informações.

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