- Ex-goleiro Bruno Fernandes se entregou à polícia após ficar dois meses foragido para cumprir nova ordem de prisão em regime fechado.
- Ele entrou no sistema penitenciário na sexta-feira (8) para retornar à pena.
- Em março, perdeu o benefício de liberdade condicional por viajar sem autorização; esteve no Acre em fevereiro para disputar partida pela Copa do Brasil.
- A Vara de Execuções Penais entendeu desrespeito às regras, especialmente a proibição de se ausentar do estado onde mora; juiz havia dado chance de regularizar a situação, mas Bruno não assinou a documentação necessária por três anos.
- Por conta dos erros, o magistrado determinou retorno ao regime fechado; defesa tentou revisão da ordem, que foi rejeitada; Bruno cumpre pena pela morte da mãe do filho, Eliza Samudio, com condenação de vinte e três anos, com término previsto para oito de janeiro de 2033.
O ex-goleiro Bruno Fernandes, 41 anos, se entregou à polícia após ficar dois meses foragido e já deu entrada no sistema penitenciário para retomar o regime fechado. A ação ocorreu na sexta-feira, 8 de maio, em estado não informado, para cumprir a nova ordem de prisão determinada pela Justiça.
Bruno havia perdido o benefício da liberdade condicional em março, após viajar sem autorização judicial. Ele esteve no Acre em fevereiro para disputar uma partida pela Copa do Brasil, o que motivou a reconsideração da pena.
A Vara de Execuções Penais (VEP) entendeu a atitude como desrespeito às regras, especialmente a proibição de deixar o estado onde reside. Anteriormente, o juiz Rafael Estrela Nóbrega havia dado a Bruno a chance de regularizar a situação, mas ele ficou três anos fora da cadeia sem assinar a documentação necessária.
Situação atual e desdobramentos
Com a sequência de infrações, o magistrado inicialmente ordenou o retorno ao regime semiaberto. Contudo, devido ao novo forçamento de fuga, o cumprimento voltou a ser em regime fechado. O Disque Denúncia chegou a divulgar uma foto dele em cartaz de procurado, o que sustenta a gravidade da situação.
A defesa ingressou com recurso, mas o pedido de revisão da ordem de prisão foi rejeitado. Bruno foi condenado pela morte de Eliza Samúdio, mãe do filho dele, em 2010, com pena fixada em 23 anos de prisão. Antes desses episódios, havia previsão de término da pena em 8 de janeiro de 2033.
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