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Família golpista movimentou R$ 11 milhões envolvendo vítimas de baixa renda

Família criminosa movimenta R$ 11 milhões usando vítimas de baixa renda como laranjas para abrir contas, empréstimos e consórcios com documentos falsos

Família que aplicava golpes foi alvo de mandados de busca e apreensão - (crédito: Divulgação/PCDF)
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  • Uma família criou um golpe que durava há mais de cinco anos, recrutando pessoas de baixa renda como “laranjas” para abrir contas, contrair empréstimos e firmar consórcios com documentos falsos.
  • O grupo simulava uma imagem financeira falsa para aprovar crédito e, com o dinheiro obtido, participava de lances em consórcios ligados a outros laranjas, alimentando o ciclo de fraudes.
  • Quando as cartas de crédito eram liberadas, veículos eram comprados e revendidos rapidamente por valores menores, e as parcelas deixavam de ser pagas, mantendo as dívidas em nome das vítimas.
  • As vítimas, embora não fossem os verdadeiros beneficiários, ficavam com o risco de certificado negativado e dificuldades para obter crédito, enquanto os integrantes lucravam às escondidas.
  • Na Operação Vitruvio, a Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, prendeu suspeitos e bloqueou mais de R$ 11 milhões, além de apreender veículos ligados ao esquema; os investigados podem responder por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com pena de até vinte anos.

Nesta quinta-feira, a Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Vitruvio para desarticular uma família que promovia golpes milionários. O grupo recrutava pessoas de baixa renda como laranjas e utilizava documentos falsos para abrir contas, contratar empréstimos e adquirir consórcios em nome das vítimas. As ações visaram frear um esquema que funciona há mais de cinco anos.

Duas irmãs, seus respectivos parceiros e ex-maridos são apontados como responsáveis pela fraude. Eles criavam uma falsa imagem financeira para obter aprovação de crédito e, após liberar as cartas de crédito, compravam veículos para repasse a valores menores. As dívidas depois chegavam ao nome das vítimas.

A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 11 milhões ligados ao grupo e a apreensão de veículos adquiridos com o dinheiro obtido ilegalmente. Os investigados podem responder por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas que podem chegar a 20 anos de reclusão.

Operação Vitruvio: cumprimento de mandados e desdobramentos

A PCDF cumpriu mandados de busca e apreensão em várias regiões do Distrito Federal e do Entorno, além de prender suspeitos ligados à organização criminosa. Segundo as autoridades, as vítimas ficavam com parcelas não pagas, enquanto o dinheiro era apropriado pelos integrantes do grupo. O esquema deixava danos financeiros e restrições de crédito para as pessoas enganadas.

Além do prejuízo direto, estima-se que as vítimas tenham dificuldades para limpar o nome e retornar ao mercado financeiro. A apuração segue para identificar todos os casos envolvendo as pessoas citadas e confirmar a participação de outros suspeitos.

As investigações continuam para mapear o funcionamento completo do esquema, identificar outras vítimas e apurar o repasse de recursos entre os integrantes. A PCDF informou que novas fases da operação poderão ocorrer conforme o andamento das diligências.

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