- Thais Medeiros voltou a ser internada na Unidade de Terapia Intensiva em Goiânia após sete meses recebendo cuidados em casa.
- A família informou pelas redes sociais que a jovem está na UTI, sob observação, aguardando resultados de exames para os próximos procedimentos.
- O episódio atual faz relembrar o caso de fevereiro de 2023, quando ela almoçava em Anápolis, cheirou uma conserva de pimenta-bode e teve reação alérgica grave.
- Naquele episódio, a jovem, asmática, precisou ser reanimada e ficou 20 dias na UTI, com edema cerebral e lesões irreversíveis.
- Especialistas sugerem possibilidade de reação cruzada ou de um fator não identificado ter desencadeado o quadro; o histórico de asma é citado como fator de risco.
Thais Medeiros voltou a ser internada em uma UTI em Goiânia, após sofrer uma grave reação alérgica ao cheirar pimenta. A família informou a situação pelas redes sociais nesta terça-feira.
Segundo a família, a jovem passou sete meses sob cuidados em casa antes desta nova internação. O padrasto, Sérgio Alves, informou que ela está na UTI sob observação e aguardando os resultados de exames para os próximos procedimentos. Ele acrescentou que a filha está sendo bem cuidada no hospital.
Relembre o caso: em fevereiro de 2023, Thais almoçava na casa do namorado em Anápolis quando inalou uma conserva de pimenta-bode, tipo Capsicum chinense. Ela teve falta de ar e precisou ser levada ao hospital com urgência.
Ao chegar ao hospital, Thais precisou ser reanimada pela equipe médica. Ela ficou sem respostas neurológicas e precisou de ventilação mecânica. Permaneceu 20 dias internada na UTI e recebeu diagnóstico de edema cerebral, com lesões irreversíveis.
Especialistas consultados pela CNN Brasil — para entender a possível causa da reação grave — apontam que pode ter ocorrido uma reação cruzada, em que o sistema imunológico reage a componentes de substâncias diferentes, mas semelhantes. Também existe a hipótese de um elemento não identificado ter contribuído para o choque anafilático.
O neurocirurgião Fernando Gomes ressalta que o antecedente de asma da jovem indica predisposição a processos inflamatórios e imunoalérgicos, o que pode aumentar o risco em situações como essa. A análise busca esclarecer fatores de risco e possíveis gatilhos para eventos futuros.
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