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Mercados retiram produtos Ypê das prateleiras após veto da Anvisa

Anvisa proíbe fabricação e determina recolhimento de 24 produtos Ypê; prateleiras vazias em São Paulo, venda é liberada após recurso, mas permanece o alerta da agência

Prateleiras onde tinham produtos Ypê aparecem esvaziadas em mercados de São Paulo
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  • A Anvisa proibiu a fabricação e determinou o recolhimento de 24 itens da marca Ypê, após avaliação de riscos.
  • Em quatro supermercados de São Paulo, prateleiras vazias ou com apenas etiquetas dos produtos suspensos foram observadas na tarde de sexta-feira.
  • O Master, no bairro Bela Vista, ainda vendia o lava-roupas Tixan Maciez, até o lote 1; outros itens suspensos não foram encontrados nas lojas visitadas.
  • O Procon-SP acionou a Associação Paulista de Supermercados para acelerar a retirada dos itens; consumidores também relatam dificuldade de contato com o SAC da Ypê.
  • A Ypê informou que a venda foi liberada pela Anvisa após recurso, mas a agência recomenda evitar o uso dos produtos, citando histórico de contaminação na produção.

Mercados de São Paulo retiraram produtos da Ypê das prateleiras após a Anvisa proibir a fabricação e determinar o recolhimento de 24 itens da marca. A retirada começou nesta sexta-feira (8) e atingiu quatro estabelecimentos de redes diferentes.

A equipe do UOL percorreu lojas na Aclimação, Bela Vista e Belenzinho, nas tardes de hoje. Em vários locais, apenas etiquetas de preço permaneciam onde havia produtos suspensos. Clientes questionaram atendentes sobre os lotes, que confirmaram a remoção.

Em um dos mercados, clientes observaram carrinhos com itens devolvidos e relataram mudanças de hábito. Uma consumidora afirmou ter descartado detergentes da marca e evitado novas aquisições. A movimentação indica influência direta da decisão regulatória.

Master, localizado na Bela Vista, foi o único que ainda apresentava um item da lista: lava-roupas Tixan Maciez, com o lote 1. A reportagem não encontrou outros produtos sob suspensão nas prateleiras. O Master ainda foi questionado pelo UOL sobre a retirada.

O Procon-SP acionou a Associação Paulista de Supermercados para agilizar a retirada. O objetivo é impedir a compra pelos consumidores. A Anvisa não respondeu até o fechamento desta edição sobre estimativas de quantos itens estariam contaminados.

Consumidores relatam dificuldade de contato com o SAC da Ypê. A orientação oficial é buscar atendimento com a empresa, mas usuários relatam falhas no telefone nas redes sociais. A Ypê informou ter ampliado a estrutura do SAC.

Vendas são liberadas

A fabricante informou que a Anvisa autorizou a venda de produtos Ypê após recurso apresentado pela empresa. A liberação ocorreu na noite de sexta-feira (8). Segundo a Ypê, a retomada ocorre de acordo com regra de 2019 que prevê suspensão automática ao apresentar recurso.

Apesar da liberação, a Anvisa manteve alerta: recomenda evitar os itens indicados, por precaução. A agência destacou que o histórico de contaminação influencia a avaliação de risco atual, mesmo com o efeito suspensivo.

Histórico de contaminação pesou na decisão

Em 2025, a Anvisa determinou o recolhimento de lava-roupas Ypê e Tixan Ypê devido à presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa na fábrica de Amparo (SP). A agência disse que o histórico agrava o risco atual, mesmo com casos distintos entre produtos e lotes.

A Ypê contestou os riscos, afirmando que os itens são seguros e com laudos independentes atestando a segurança dos produtos. A empresa ressaltou que não há risco ao consumidor.

O que fazer agora?

A Anvisa orienta suspender o uso de todos os itens da lista cujo lote termine com o número 1, independentemente da data de fabricação. Em seguida, convém conservar a embalagem para eventual devolução ou indenização.

O consumidor pode solicitar substituição ou reembolso mediante comprovação de compra. Em caso de danos, há possibilidade de indenização se houver nexo com o produto. O Procon-SP mantém canais de atendimento para orientar os consumidores.

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