- Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro reabre parcialmente, após quase vinte anos de obras, na Avenida Atlântica, Copacabana.
- A primeira exposição, Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som, mostra bastidores da construção e antecipa o que o complexo oferecerá quando concluído.
- O prédio, projetado pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro, integra-se à paisagem e dialoga com o calçadão de Burle Marx, buscando um “boulevard vertical” para a cidade.
- A mostra apresenta maquetes, vídeos, croquis e registros da obra, incluindo o auditório subterrâneo de 280 lugares, localizado a cerca de 10 metros de profundidade.
- O financiamento é mix de recursos públicos e privados, com participação da Lei Rouanet e apoio do Ministério da Cultura, visando consolidar o MIS como centro de cultura, memória e pesquisa.
Após quase 20 anos de obras, o Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio reabriu parcialmente ao público. A primeira mostra, Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som, abre o espaço no prédio da Avenida Atlântica, em Copacabana. A previsão é de que o complexo fique totalizado no primeiro trimestre do próximo ano.
O MIS, projetado pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro, foi concebido para harmonizar com a paisagem litorânea do Rio e o calçadão de Burle Marx. A Fundação Roberto Marinho coordena a mostra, com curadoria de Larissa Graça e Ana Paula Pontes, destacando a entrada do público nas áreas de térreo e mezanino.
Projeto e obra
A proposta transforma a calçada em um “boulevard vertical”, com mirante para a praia. A exposição apresenta maquetes, vídeos e croquis que revelam desde a concepção até os desafios da construção, incluindo um auditório subterrâneo de 280 lugares a cerca de 10 metros de profundidade.
As obras ocorreram em três fases: demolição do antigo prédio da Boate Help (2010), fundações e estrutura de concreto (concluídas em 2014) e instalações/acabamentos, com interrupções em 2016 devido à crise fiscal. O ritmo atual retomou nos últimos anos.
Financiamento e impacto
O financiamento envolve recursos públicos e privados; parte vem do governo, outra via Lei Rouanet com apoio de parceiros privados. Danielle Barros, secretária de Cultura, enalteceu o marco simbólico da abertura para a retomada do espaço cultural.
Sobre o acervo e o futuro do MIS
O MIS pode abrigar mais de 1 milhão de itens, incluindo acervos de Augusto Malta, Carmen Miranda e Pixinguinha. O prédio prevê restaurante panorâmico, café, loja, espaços educativos e cinema ao ar livre no terraço.
Entre os primeiros visitantes, a professora Marta Azambuja celebrou a integração do museu ao entorno. Moradora de Copacabana, ela elogiou a visão de conjunto que une arquitetura, mar e cidade.
Perspectivas
O percurso museográfico expandirá a programação com áreas dedicadas à música, fotografia e cultura carioca. No subsolo, espaço para as Noites Cariocas e a história do funk. O terraço funcionará como mirante e cinema ao ar livre.
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