- Em 2011, o governo paraguaio expandiu a Reserva da Biosfera do Chaco de cerca de 4,7 milhões para aproximadamente 7,5 milhões de hectares.
- A ampliação ocorreu por meio de resolução administrativa do Ministério do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, com reconhecimento da UNESCO em 2005 no programa Homem e Biosfera.
- Observadores dizem que a proteção não foi acompanhada de regulamentação efetiva, permitindo desmatamento impulsionado pela agropecuária e pastagens.
- Organizações indígenas Ayoreo relatam fiscalização seletiva e aumento de desmatamento, o que ameaça comunidades em isolamento voluntário que dependem da floresta.
- Em 2023, a UNESCO pediu revisão do zoneamento e um plano de gestão inclusivo; o governo tem até setembro de 2026 para responder, enquanto ativistas continuam a contestar permissões que violam regulações ambientais.
Paraguai expandiu, em 2011, a Reserva da Biosfera do Chaco para cerca de 7,5 milhões de hectares, buscando proteger a maior floresta tropical seca do mundo e comunidades indígenas. Mesmo assim, a área sofre com desmatamento decorrente de agropecuária.
Observadores apontam falhas na fiscalização. A ONG Iniciativa Amotocodie contesta a aplicação de normas, dizem que regras são apenas forma de proteção sem controle efetivo sobre atividades humanas. A ONG defende os Ayoreo em defesa de suas florestas.
O que mudou ao longo do tempo
Em 2001, a reserva original tinha 4,7 milhões de ha e, em 2011, ganhou extensão. A UNESCO incluiu a área em 2005, destacando o pluriculturalismo Ayoreo. Regiões de transição e de proteção não estão plenamente definidas, segundo UNESCO.
Indígenas Ayoreo-Totobiegosode dependem da floresta para alimentação, abrigo e remédios, e enfrentam riscos com o avanço do desmatamento. Grupos Ayoreo têm relatado deslocamentos e pressões de ocupação de terras.
Envolvidos e posição institucional
MADES, responsável pela política ambiental, é criticada por não aplicar integralmente as regras na extensão da reserva. Parlamentares já apresentaram projetos para fortalecer proteção, mas não chegaram à votação. Ministérios vêm sendo cobrados por transparency.
UNESCO pediu, em 2023, revisão do zoneamento e a criação de um plano de manejo que inclua comunidades, com resposta prevista até 2026. Organizações indígenas mantêm ações de fiscalização e objeções a licenças que violam regras.
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