- Pesquisa encomendada pela BetterHelp mostra que 48% dos homens britânicos jamais consideraram fazer terapia; 10% acreditam que o tratamento “não é para homens”.
- O estudo aponta que os homens são seis vezes mais propensos que as mulheres a achar que amigos os ridicularizariam por buscar terapia; 21% desistem após a primeira sessão.
- A saúde mental masculina é alvo de preocupação, com o suicídio sendo a principal causa de morte entre homens com menos de cinquenta anos no Reino Unido.
- Profissionais afirmam que é importante ouvir relatos de quem já fez terapia para incentivar outros homens a tentar, apesar de a vulnerabilidade não ser comum para muitos.
- Sobre a disponibilidade de terapeuta, há mais mulheres do que homens na área; em 2022, cerca de 17% do pessoal de terapias de conversa eram homens, e 80% eram mulheres.
Em meio a um cenário de crise de saúde mental entre homens, há ainda um estigma persistente que desencoraja a busca por ajuda. Um levantamento encomendado pela BetterHelp, maior plataforma de terapia online, aponta resistência entre homens no Reino Unido.
A pesquisa mostra que 48% dos homens britânicos nunca consideraram fazer terapia e 10% acreditam que o tratamento não é para eles. Além disso, homens são seis vezes mais propensos que mulheres a cogitar que amigos ririam da ideia de terapia.
Entre quem tenta iniciar o tratamento, 21% interrompem após a primeira sessão, com muitos alegando que deveriam conseguir lidar sozinhos. A saúde mental masculina ganha destaque durante o Movente de Bem-Estar, com a incidência de suicídio entre homens com menos de 50 anos como principal área de preocupação.
As informações destacam que muitos homens não percebem que estão em sofrimento, pois a rotina de trabalho e atividades sociais mascara sintomas de depressão. A percepção de fragilidade associada à terapia continua sendo um obstáculo relevante para a procura por tratamento.
Especialistas lembram que a terapia não resolve tudo de imediato, porém pode promover autoconhecimento e melhoria no bem-estar. Um terapeuta compara a avaliação pessoal a uma revisão do veículo: é possível diagnosticar o que precisa de ajuste.
Alguns relatos anonimizados ilustram o desafio. Um jovem de fim de década de 20 mencionou que, ao compartilhar com amigos, percebeu que parte do grupo também buscava apoio terapêutico sem ter falado abertamente sobre isso. A mudança de comportamento surgiu após progressos observados.
Dados de prática clínica indicam que, entre homens que já fizeram terapia, 73% consideraram útil a experiência, segundo associações profissionais. Ainda assim, a escolha de terapeutas pode exigir tempo e ajuste de preferência.
A pandemia de déficit de profissionais também é citada: há menos psicólogos homens disponíveis, o que pode influenciar a escolha de pacientes que preferem conversar com alguém do mesmo gênero. A proporção de profissionais do sexo masculino em terapias de fala é menor que a de mulheres, segundo registros de 2022.
Além de fatores individuais, o debate público envolve políticas de saúde. Recentemente, autoridades têm sinalizado estratégias para reduzir mortes por suicídio e promover apoio a homens, com iniciativas em parceria com setores esportivos e programas de bem-estar no trabalho.
Esforços de política pública ainda enfrentam limites de recursos. Mudanças recentes no financiamento de saúde mental impactam a oferta de serviços gratuitos, ampliando a importância de opções online ou privadas, como plataformas de terapia por assinatura.
Especialistas ressaltam que, independentemente do gênero, buscar ajuda envolve coragem. Profissionais enfatizam que o objetivo é promover bem-estar contínuo e prevenir consequências mais graves, com caminhos que passam pelo suporte social, educação e acesso a tratamento.
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