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Mãe que salvou filha de ataque brutal diz lutar pelas mulheres

Mãe que impediu o ataque luta por justiça e prevenção de feminicídio, enquanto a filha se recupera e o agressor aguarda julgamento

Jardeluce Anísio de Oliveira
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  • No dia 6 de fevereiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, Alana (20) foi esfaqueada por um homem que insistia em ficar com ela; a mãe, Jaderluce Anísio de Oliveira (53), interveio para salvá-la.
  • A agressão ocorreu após Alana ter rejeitado flertes insistentes; o criminoso Luiz Felipe Sampaio (22) foi preso no mesmo dia.
  • Alana passou por três cirurgias e realiza fisioterapia para recuperar movimentos em alguns dedos; o agressor aguarda julgamento ou não pelo Judiciário.
  • O ataque foi antecedido por tentativas de invadir a residência pela garagem e por um dia anterior, quando entrou por um buraco no telhado; a cadela Morena reagiu a uma das tentativas.
  • A mãe diz que sua luta é por justiça para Alana e para servir de alerta a outras mulheres, buscando que o agressor vá a júri popular.

No dia 6 de fevereiro, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, uma jovem foi alvo de um ataque com arma branca. Alana, de 20 anos, foi esfaqueada por um homem que havia insistido em abordagens indesejadas. A mãe, Jaderluce Anísio de Oliveira, relatou que chegou em casa e encontrou a cena. Ela reagiu para afastar o agressor, levando a filha ao hospital com o apoio de vizinhos. O agressor foi preso ainda no mesmo dia.

Luiz Felipe Sampaio, 22 anos, é o principal suspeito. O caso teve início com mensagens e presentes enviados pela internet, além de encontros em que Alana deixou claro o pouco interesse em um relacionamento. Em depoimento, a mãe explicou que o rapaz já havia insistido após a rejeição. A investigação aponta que houve premeditação e tentativas de invasão à residência.

Alana se recupera de três cirurgias e realiza fisioterapia para recuperar movimentos nos dedos. A família relata que, pouco antes do ataque, o agressor já havia tentado entrar na residência pulando para a garagem, porém foi contido pela cadela da casa. O caso permanece em apuração, e o agressor aguarda julgamento, com a família buscando que ele vá a júri popular.

A mãe de Alana diz que, desde o ocorrido, passou a se mobilizar publicamente contra a violência contra as mulheres. O objetivo é estimular denúncias e prevenir novas situações de risco. Ela também enfatiza a importância de uma resposta judicial rápida e eficaz para a proteção de mulheres.

O caso ganhou notoriedade na imprensa local e foi registrado como violência contra a mulher, com a família reforçando o pedido de justiça para que situações semelhantes sejam desestimuladas. A defesa do processo segue para os trâmites judiciais, buscando a responsabilização do agressor.

Publicado em VEJA, 8 de maio de 2026, edição nº 2994.

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