- A Meta encerrou oficialmente o suporte à criptografia de ponta a ponta nas mensagens diretas do Instagram, com a mudança em vigor nesta quinta-feira.
- O recurso não era amplamente utilizado no Instagram, segundo a empresa, que afirmou ter visto pouca adesão entre os usuários.
- Quem quiser manter esse nível de proteção pode usar o WhatsApp, onde a criptografia é ativada por padrão.
- A Meta informou que usuários afetados receberão instruções no aplicativo para baixar mensagens e mídias antigas antes da descontinuação definitiva, potencialmente exigindo atualização do app.
- O debate sobre criptografia ganhou força nos EUA, com controvérsias legais envolvendo a Meta e casos de exploração infantil; plataformas como o TikTok também foram mencionadas no debate sobre privacidade e segurança.
A Meta encerrou o suporte à criptografia de ponta a ponta (E2E) nas mensagens diretas do Instagram. A mudança entrou em vigor nesta quinta-feira (8) e foi confirmada pela empresa em uma nota de apoio. A medida desativa a proteção que impedia acesso de terceiros ao conteúdo das conversas.
Segundo a Meta, muito poucas pessoas utilizavam o recurso de E2E nas DMs do Instagram. Um porta-voz explicou que a decisão ocorreu por baixa adesão e que, para quem busca esse nível de proteção, ainda é possível usar o WhatsApp, com criptografia ativada por padrão.
Usuários afetados verão instruções no aplicativo para baixar mensagens e mídias antigas antes da descontinuação definitiva. Em alguns casos, pode ser necessária a atualização do app para acessar o download dos dados.
Contexto e impactos
A criptografia de ponta a ponta já era tema de controvérsia nos Estados Unidos, com ações legais questionando impactos na detecção de conteúdo ilegal. Dados mostram que a Meta tem recorrido de decisões judiciais discutidas no Novo México.
Recentemente, o debate também ganhou atenção de outras plataformas. Em março, o TikTok informou que não pretende adotar E2E em suas mensagens diretas, ressaltando o equilíbrio entre privacidade e resposta a golpes e abusos.
O que vem a seguir
A mudança coloca o Instagram, plataforma de fotos e vídeos, em linha com a estratégia de oferecer proteção de dados de forma mais limitada. A empresa reiterou que continua investindo em segurança e em recursos para denúncias e moderação.
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