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Hotéis barram corrida matinal por espreguiadeiras após decisão de indenização

Após decisão na Alemanha, hotéis adotam regras de alocação de espreguiçadeiras para evitar reservas com toalhas e reduzir conflitos no resort

People reserving sunbeds with towels is a practice at many resorts (file image)
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  • Um homem processou a operadora de turismo por permitir que hóspedes reservassem espreguiçadeiras com toalhas em Kos, Grécia, durante o feriado de 2024.
  • A Justiça de Hanover concedeu ao casal um reembolso de €900; eles haviam pago €7.186 pelo pacote.
  • A decisão é vista como aviso para operadoras e hotéis sobre o que ficou conhecido como “dawn dash”.
  • Alguns hotéis passaram a impor regras de alocação de espreguiçadeiras desde o check-in para reduzir disputas.
  • Relatos mostram soluções diferentes, como sinalização com cornetas, alocação de assentos e políticas de “inquilinos” de espreguiçadeiras.

O caso ganhou notoriedade após uma família processar o operador turístico por permitir a reserva de espreguiçadeiras com toalhas, prática conhecida como dawn dash. Em 2024, eles alegaram ter gasto 20 minutos diários procurando uma sombra, mesmo acordando às 6h. O grupo ganhou dinheiro na justiça alemã.

Na semana passada, o tribunal distrital de Hannover concedeu à família um reembolso de 900 euros, após considerar falhas na fiscalização da pousada. A decisão serviu como alerta a outras operadoras e hotéis que permitem a prática.

O que aconteceu envolve um homem de 48 anos, piloto de Dusseldorf, que viajou com esposa e dois filhos para Kos, na Grécia, em regime all inclusive. O custo do pacote foi de cerca de 7.186 euros.

Segundo ele, o resort não aplicou a proibição de reservar toalhas nas espreguiçadeiras. Ele disse que, mesmo às 6h, não havia disponibilidade, forçando as crianças a se deitarem no chão.

A sentença reconheceu que a operadora não gerenciava o hotel e não podia garantir acesso imediato a uma sombra para todos os hóspedes. Porém, houve obrigação de estruturar a oferta para manter uma razão essencial entre espreguiadeiras e hóspedes.

Desde a decisão, relatos de consumidores apontam problemas semelhantes em outros destinos. Um viajante relatou ter passado dias afastado da área da piscina em Zante, na Grécia, por toalhas ocupando as camas desde cedo.

Outro turista mencionou experiências em Antalya, na Turquia, com a prática reduzindo a qualidade da viagem. Diversos hóspedes relatam frustração com a gestão de espaços na praia e no hotel.

Como hotéis estão lidando com o problema

Alguns empreendimentos passaram a implementar regras de alocação de espreguiadeiras desde o check-in, buscando evitar disputas pela posse de itens. Em resorts franceses da costa do Mediterrâneo, houve uso de um sistema de retorno de itens ou remoção de pertences quando não ocupados.

Em Protaras, Chipre, um hotel é conhecido por impor uma política rígida de “inquilinos de espreguiadeira”, com comunicação prévia sobre mudanças de posição. Esse modelo é visto como eficaz por alguns hóspedes.

Em Paphos, Chipre, um resort utiliza alocação de espreguiadeiras ao check-in, com a possibilidade de solicitar mudanças de posição. O sistema é apresentado pelo site do hotel como justo e atento às necessidades dos visitantes.

Outras experiências, como a de Ibiza, mostram medidas mais improvisadas: hóspedes relatam deslocamento de toalhas na madrugada, com registros de incidentes que levaram à intervenção do staff.

Casos ao redor da região destacam variações entre políticas estritas e soluções mais flexíveis, sempre com o objetivo de reduzir conflitos entre hóspedes e otimizar o uso dos espaços comuns.

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