- Açores é um arquipélago de origem vulcânica com forte diálogo gastronômico com o Brasil, incluindo a participação de imigrantes na história de cidades como Porto Alegre.
- Em São Miguel, jantares de alto nível promovidos pela Avea combinaram produtores locais, restaurantes tradicionais e viagens técnicas, com voos diários para a ilha e visitas a produtores.
- A região destaca-se pela cultura do chá, ananás dos Açores cultivado em estufas e pela produção da maior plantação de chá da Europa na ilha, além das fumarolas e caldeiras que ajudam no cozido de furnas.
- Entre os pratos típicos estão o bolo lêvedo, o bife de lombo com pimenta da terra, alho, louro, vinho branco e manteiga, bem como queijos como o São Jorge e peixes como atum e lírio.
- O evento também destaca a alta gastronomia com chefs internacionais, vinhos da região do Pico e a atuação da escola Eftazores, além de voos diretos da SATA para cidades com descendência açoriana.
O arquipélago dos Açores, composto por nove ilhas, é conhecido pela riqueza de ingredientes e pela promoção da gastronomia local e da alta gastronomia. O contato com o Brasil é intenso, com laços históricos que atravessam o país.
A Ilha de São Miguel recebeu, por meio da Avea, uma sequência de jantares com chefs estrelados. A programação fez parte de uma Viagem Gastronômica voltada à valorização da culinária açoriana, com visitas a produtores e restaurantes que servem receitas tradicionais.
A região tem origem vulcânica, com fumarolas visíveis em caldeiras de água borbulhante. Também surgem caldeiras secas, usadas no preparo do cozido de furnas, que aproveita o calor do solo. O solo rico impulsiona a produção agrícola local.
O cultivo de inhame é marcante na região, servindo como base alimentar e elemento decorativo em peças de bancada. Os laranjais foram quase extintos pela filoxera, mas o cultivo de chá ganhou destaque na ilha, tornando São Miguel a maior produtora europeia da Camellia sinensis.
Para os visitantes, destaca-se a experiência na fábrica de chá de Gorreana, a principal da ilha. O Ananás dos Açores, espécie de abacaxi menor, é cultivado em estufas para enfrentar o clima temperado oceânico.
Alta Gastronomia
Nos jantares do Week Food Lab, seis chefs exploraram ingredientes açorianos com novas técnicas. Ricardo Costa, duas estrelas Michelin, criou uma tartelete de lírio com toque cítrico. Daniel Dal-Ben, também duas estrelas, apresentou cruto de carabineiro com molho tandori e papadum, além de crudo de pargo com beterraba.
A segunda noite reuniu Alexandre Silva e Elena Cerezo. Ela apresentou ananás com queijo da Ilha São Jorge, ao tempo em evolução. O prato de Alexandre usou lapas, lulas e uma preparação com tendão, bochecha e rabo de boi, valorizando cortes menos comuns.
No fechamento, Octávio Freitas levou lula com leguminoas e missô; Matteo Vergine homenageou o polvo com couve e abóbora, incluindo nabo, algas e cereais. A seleção de vinhos contou com sommeliers experientes, com destaque para rótulos da região do Pico.
Capacitação
O evento também funcionou como prática para alunos da Eftazores, escola de hotelaria, turismo e gastronomia da região. A ideia é oferecer experiência com chefs internacionais e elevar o padrão de serviço no setor.
A SATA Açores participou da organização, conectando voos diretos a cidades com muitos descendentes açorianos, como Boston e Nova York, além de Paris, Barcelona e Frankfurt. Milão deixou de ser atendida no último ano, mas a malha aérea mantém o elo com o arquipélago.
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