- InternetSul apresentou a Campanha Poste Limpo em reunião com o Conselho de Infraestrutura (Coinfra) da Fiergs, para identificar necessidades e soluções no Rio Grande do Sul.
- A campanha foca na organização da malha aérea e na retirada de cabos obsoletos, com atuação em mais de quarenta cidades.
- A presidente da InternetSul, Raquel Maria Camera Schwambach, destacou o alcance do projeto e a evolução recente, com números expressivos de retirada de cabos.
- O trabalho não envolve a retirada direta de cabos pela InternetSul; a entidade atua como articuladora, dependente da cooperação entre poder público, concessionária de energia, Ministério Público e ocupantes dos postes.
- O Poste Limpo segue uma metodologia com grupo de trabalho municipal, cronogramas de até seis meses e definição de responsabilidades, com desafios como engajamento público e destinação de materiais retirados.
A InternetSul participou de uma reunião com o Conselho de Infraestrutura (Coinfra), ligado à Fiergs, para identificar necessidades e buscar soluções das infraestruturas no Rio Grande do Sul. O encontro reuniu representantes de distintas áreas, como energia, logística, telecomunicações e saneamento.
A reunião destacou a Campanha Poste Limpo, liderada pela InternetSul com a participação de diversas entidades, concessionárias e órgãos públicos. O objetivo é organizar a infraestrutura aérea e retirar cabos obsoletos, expandindo a adesão em várias regiões do estado.
Raquel Maria Camera Schwambach, presidente da InternetSul, ressaltou o alcance da campanha e a evolução recente, com mais de 40 cidades envolvidas. Ela explicou que o sucesso depende da cooperação entre poder público, concessionárias e ocupantes dos postes.
Raquel também destacou que a InternetSul atua como articuladora, não como responsável direto pela retirada dos cabos, pois a iniciativa exige a participação de diversos atores públicos e privados. O grupo busca ampliar o suporte institucional para ampliar o impacto.
Anderson Auler, diretor técnico, salientou que o modelo Poste Limpo funciona quando há liderança local e engajamento, com planejamento, cronogramas e divisão de responsabilidades. A atuação conjunta entre poder público, concessionárias e provedores é essencial para avanços organizados.
Como funciona o Poste Limpo
A metodologia começa pela identificação dos ocupantes dos postes e pela criação de um grupo de trabalho envolvendo prefeitura, concessionária de energia e provedores. Um coordenador municipal lidera ações com cronogramas de até seis meses.
A atuação ocorre em regime de colaboração, subsidiária à gestão da infraestrutura. A ideia é sanar gargalos históricos sem transferir responsabilidades legais às concessionárias. Testes de campo, mutirões de retirada e ações de conscientização estão entre as atividades.
Cada agente tem papel definido: o poder público coordena e dá suporte; a concessionária notifica e oferece apoio técnico; os provedores realizam a adequação e remoção de cabos.
Desafios e próximos passos
Apesar dos avanços, há entraves a superar, como engajamento de alguns governos municipais, citados no caso de Porto Alegre. A destinação adequada de materiais retirados também exige solução, bem como a coordenação entre diversos atores.
A reunião reforçou a necessidade de ampliar o debate institucional e fortalecer parcerias para replicar o modelo com mais eficiência em todo o país, visando cidades mais organizadas, seguras e com menos poluição visual.
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