- Nájylla Duenas Nascimento, 34 anos, foi morta a tiros horas após o casamento em Campinas, interior de São Paulo.
- O principal suspeito é Daniel Barbosa Marinho, guarda municipal com 22 anos na função, que teria usado arma de trabalho no feminicídio.
- Advogadas consultadas dizem que o uso de arma funcional pode influenciar a dosimetria da pena, ainda que não haja causa de aumento específica pelo uso da arma de serviço.
- Segundo investigação, o suspeito saiu do imóvel após os primeiros disparos, retornou e atirou novamente; arma e munições foram apreendidas pela polícia.
- O caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica; no estado de São Paulo, foram 86 feminicídios no primeiro trimestre de 2026, o maior da série histórica para o período. No Brasil, houve uma vítima a cada cinco horas no mesmo período.
O que aconteceu: Nájylla Duenas Nascimento, 34 anos, foi morta a tiros horas após o casamento em Campinas, interior de São Paulo. O principal suspeito é o marido, Daniel Barbosa Marinho, guarda municipal com 22 anos de atuação. A arma usada seria de uso funcional, cedida pelo Estado.
O crime ocorreu em meio a uma celebração que terminou em violência. Segundo apurações, o suspeito pode ter atirado contra a esposa, saído do local e retornado para atirar novamente. A arma e munições foram apreendidas pela polícia.
Daniel Barbosa Marinho atua na Guarda Civil Municipal de Campinas há mais de duas décadas. Ele foi encaminhado à cadeia pública do 2º Distrito Policial da cidade e o caso segue sob apuração administrativa pela corporação.
Agravante da arma
A investigação analisa se o uso da arma de trabalho pode influenciar a dosimetria da pena. O Código Penal prevê possibilidade de agravamento por abuso de poder ou desvio de dever, principalmente com armas de fogo.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que, mesmo sem previsão específica, o uso de arma funcional costuma repercutir na avaliação judicial, ampliando a gravidade do crime.
Investigação e contexto
Relatos de testemunhas indicam que o agente pode ter utilizado a arma funcional para cometer o feminicídio. A polícia localizou o suspeito e apreendeu o armamento.
A ocorrência foi registrada como feminicídio e violência doméstica na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas. O caso integra o cenário de elevações recentes na violência de gênero em São Paulo.
Contexto mais amplo
No estado, o trimestre inicial de 2026 registra 86 feminicídios, o maior da série histórica para o período, com aumento de 41% ante o ano anterior. No Brasil, o primeiro trimestre de 2026 foi o mais letal, com uma vítima a cada cinco horas.
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