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População negra perde mais familiares para assassinatos que brancos, aponta estudo

População negra é alvo de dez de treze crimes listados; a perda de familiares para assassinato é mais de 53% maior que a de brancos, aponta estudo

No recorte por classe, pessoas mais pobres tiveram mais familiares assassinados
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  • A pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que a população negra é vítima de mais crimes que a branca, com diferença superior a 53% na categoria “perda de familiar ou conhecido para assassinato”.
  • Dos treze crimes avaliados, negros são o alvo principal em dez deles, sendo ultrapassados pelos brancos apenas em golpes por pix, golpes pela internet e agressão sexual.
  • Entre os fatos mais comuns para a população negra estão: golpe que envolve perda de dinheiro online ou pelo celular (15,6%), assassinato de familiar ou conhecido (15%), fraude em PIX ou recursos de aplicativos (12,2%), bala perdida (10,1%) e furto ou roubo de celular (9,2%).
  • O recorte por classe econômica mostra que pessoas mais pobres tiveram mais familiares assassinados; a classe A/B lidera golpes digitais, enquanto a classe C tem maior incidência de furto de celular (8,8%) e roubo de joias (2,0%).
  • O estudo sugere que a classe C pode ocupar posição de sobreposição de vulnerabilidades, combinando exposição a crimes patrimoniais com contexts de violência física e interpessoal.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou dados que apontam uma desigualdade relevante na prática de crimes no Brasil. A população negra aparece como vítima de mais episódios do que a população branca, com maior concentração em crimes patrimoniais.

Entre os 13 tipos de crime analisados, a população negra é o principal alvo em 10 categorias. O estudo aponta diferença de mais de 53% na fila de perdas de familiares ou conhecidos para assassinato, a maior disparidade observada.

Dados-chave sobre crimes

Entre as ocorrências mais comuns relatadas pela população negra, destacam-se golpes pela internet ou celular (15,6%), assassinato de familiar ou conhecido (15%), fraude ou desvio em apps bancários ou PIX (12,2%), bala perdida (10,1%) e furto ou roubo de celular (9,2%).

A comparação com a população branca revela que golpes por Pix, golpes pela internet e agressão sexual aparecem com maior incidência entre brancos apenas nesses itens; nos demais crimes, a prioridade fica com negros.

Recorte por classe econômica

O estudo também segmentou os dados por renda. Pessoas da classe A/B concentram-se em golpes digitais, enquanto a classe D/E aparece com maior incidência de violência física. A classe C mostra vulnerabilidade mista: altos índices de golpes digitais, mas exposição a violência em contextos urbanos.

Segundo a pesquisa, a classe C tende a ter participação ampla em consumo que facilita golpes patrimoniais, sem se afastar dos contextos de violência nesses ambientes. Observa-se, ainda, que famílias mais pobres registram mais perdas associadas a assassinatos de familiares.

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