- Kleber Nóbrega Pereira, conhecido como Kekeu, chefe do Comando Vermelho na Bahia, foi preso no domingo, 10, em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia.
- Ele era foragido desde 2022 e coordenava o envio de armas e drogas para diversos estados brasileiros, vivendo com documentos falsos em uma mansão.
- A operação aconteceu durante a Operação Artemis, com atuação da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Polícia Federal, Polícia Civil, Ficco e polícia boliviana; ele foi extraditado e está em um presídio em Corumbá, Mato Grosso do Sul.
- A esposa dele, Micaely Santos Silva, também foi detida; ela é acusada de atuar como tesoureira da facção e lavar dinheiro do tráfico, e o casal vivia em uma mansão avaliada em mais de R$ 6 milhões.
- A prisão é vista como um golpe às estruturas financeira e logística do Cravo Vermelho; segundo a Interpol, seis líderes da organização já foram capturados na Bolívia em 2026.
Kleber Nóbrega Pereira, conhecido como Kekeu, foi preso no domingo (10) em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia. Foragido desde 2022, ele liderava o Comando Vermelho na Bahia e coordenava o envio de armas e drogas para diferentes estados do Brasil, vivendo com documentos falsos em uma mansão.
A operação que levou à detenção ocorreu durante a ação Artemis, realizada por uma parceria entre a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, a Polícia Federal, a Polícia Civil, a Ficco e a polícia boliviana. Kekeu foi localizado na Bolívia e extraditado ao Brasil, onde permanece preso em Corumbá (MS) à disposição da Justiça baiana.
A esposa dele, Micaely Santos Silva, também foi presa na Bolívia. Ela era apontada como tesoureira da facção, responsável pela lavagem de recursos obtidos com o tráfico. O casal vivia em uma mansão avaliada em mais de 6 milhões de reais, usando nomes e documentos falsos para se apresentar como empresários.
Segundo as investigações, Kekeu utilizava o território boliviano como base para fornecer armamentos e entorpecentes a capitais como Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Laranjas e gerentes eram usados para movimentar as finanças da organização criminosa.
A captura é vista como um golpe significativo na estrutura financeira e logística do Comando Vermelho. O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou que o trabalho de inteligência buscou desarticular lideranças que atuam fora do Brasil. Em 2026, seis líderes da facção já tinham sido capturados na Bolívia em operações da Interpol.
Conteúdo produzido com informações da equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
Fonte: Gazeta do Povo
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