- Envelhecimento ativo envolve prática de atividade física e participação em grupos de lazer no Distrito Federal, com o programa Viver 60 beneficiando mais de 11 mil idosos em 2025.
- O maratonista Ruy Barbosa, 67 anos, destaca que exercícios físicos mudaram sua vida, ajudando a manter a independência e reduzir a necessidade de remédios.
- O Viver 60 é gerido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e funciona em 19 regiões administrativas, com atividades em UBSs, paróquias e centros de convivência.
- Desafios persistem: são 66 mil solicitações na lista de espera de exames e consultas para a população 60+ no DF, com tempo médio de 102 dias para uma consulta de geriatria.
- Ações para prevenção de quedas alcançaram mais de cinquenta UBSs com o Circuito Multifuncional; vacinação de influenza para 60+ está em 29,45% e de covid-19 em 19,85%, com meta de 90%.
O Distrito Federal avança em estratégias de envelhecimento ativo, com foco em saúde, lazer e participação social para quem tem 60 anos ou mais. A proposta é enfrentar o mito de que envelhecer é sinônimo de doença, promovendo independência e bem‑estar. Programas públicos atuam em saúde, cultura e convivência.
No DF, o programa Viver 60, sob a Secretaria de Justiça e Cidadania, atendeu mais de 11 mil idosos em 2025. As atividades ocorrem em 19 regiões administrativas, em UBSs, paróquias e centros de convivência, buscando manter funcionalidade, autonomia e vínculos sociais.
Para Maria da Conceição Ribeiro, 76 anos, atividades de saúde e lazer ajudaram a superar depressão após a perda do marido. Ela participa de capoterapia e hidroginástica no Gama e no Sesc‑DF, mantendo contato com amigas três vezes por semana.
Ruy Barbosa, maratonista de 67 anos, exemplifica o envelhecimento ativo: antes sedentário, hoje treina pela manhã no parque ecológico. Ele descreve ganhos de qualidade de vida e redução de dependência de remédios, com foco em alimentação, sono e recuperação.
Especialistas ressaltam que envelhecimento saudável não exige ausência de doenças, mas manutenção da funcionalidade e da dignidade. A geriatra Celene Pinheiro enfatiza prevenção contínua e prática regular de atividade física para equilíbrio, força e saúde mental.
Desafios aparecem com a demanda por atendimentos. O Mapa Social da Saúde aponta 66 mil solicitações na lista de espera para exames e consultas de pacientes 60, com média de 102 dias para marcar geriatria. Dados refletem gargalos na rede pública.
Na rede, mais de 50 UBSs foram capacitadas para o Circuito Multifuncional de Prevenção de Quedas, para idosos. O programa envolve exercícios de força, equilíbrio e coordenação, com encaminhamentos por equipes da saúde da família.
Além da prática física, a alimentação equilibrada e o sono adequado são apontados como componentes centrais. A saúde na velhice também depende de vínculos afetivos e participação em atividades significativas, conforme reforça Celene.
Desafios de atendimento aparecem em casos de doença ocular e complicações clínicas. Maria do Carmo Veloso, 72, depende da rede pública para cirurgia de catarata, enquanto João Batista de Oliveira, 76, relata longos tempos de espera para consultas de pneumologia.
Dados da SES‑DF indicam que a cobertura vacinal entre pessoas acima de 60 anos é de 29,45% para influenza e 19,85% para covid‑19, bandas que a pasta pretende ampliar para 90%. A continuidade do acompanhamento primário é visto como chave para reduzir internações.
A SES‑DF afirma que a redução de filas depende de priorização de gravidade e de fortalecimento da atenção básica. A rede reforça contratação de profissionais e investimento em infraestrutura para melhorar o atendimento a idosos.
Na próxima reportagem da série Envelhecer é moderno, o Correio aborda direitos como moradia digna e mobilidade para a população 60+. A série analisa o desafio de manter participação social diante de limitações físicas e administrativas.
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