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Nova plataforma de dados visa reduzir conflitos entre First Nations e empresas

Nova plataforma de dados canadense pretende reduzir conflitos entre empresas e povos indígenas, reunindo informações de 638 nações para apoiar consultas

First Nations elders watch the Canada Day festivities in Calgary, Alberta
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  • KnowledgeKeepr é uma plataforma de dados liderada por indígenas que reúne informações sobre 638 First Nations no Canadá, com o objetivo de reduzir conflitos entre indústrias de extração e comunidades.
  • A ferramenta agrega governança, contatos de chefes, registros legais, demonstrações financeiras, limites de terras e outros registros públicos, usando IA para filtrar dados e com revisão de especialistas de cada comunidade.
  • Empresas pagam 250 C$ por mês; membros das próprias nações podem acessar os perfis das suas comunidades gratuitamente; a versão beta foi lançada em junho de 2025, e a versão empresarial está prevista para outubro.
  • O objetivo é facilitar consultas e engajar governos, empresas e jornalistas com informações atualizadas, ajudando a estruturar diálogos e parcerias mais eficazes.
  • O projeto inclui mapeamento de territórios das nações, com mais de 11.000 contatos administrativos e referenciais sobre governança, leis e parcerias passadas, ressaltando que dados sensíveis não são incluídos para proteger propriedade intelectual.

A plataforma KnowledgeKeepr foi criada para reduzir conflitos entre empresas e povos indígenas no Canadá. Idealizada por Robert Jago, a ferramenta reúne informações sobre as 638 First Nations do país, com dados de governança, contatos de lideranças, registros legais, demonstrações financeiras e limites territoriais. O objetivo é oferecer dados precisos para apoiar consultas e decisões de projetos de mineração, infraestrutura e energia.

Jago, que atua em relações governamentais pela Kwantlen First Nation, aponta a existência de informações desencontradas e fontes pouco confiáveis sobre as comunidades. A plataforma agrega dados de fontes públicas, incluindo registros provinciais, documentos judiciais e registros governamentais, com revisões de especialistas de cada nação.

KnowledgeKeepr foi desenvolvido por uma equipe de seis pessoas, iniciando o beta em junho de 2025. O serviço de assinatura para empresas custa 250 dólares canadenses por mês, enquanto as próprias comunidades podem acessar seus perfis gratuitamente. A ferramenta também utiliza IA para filtragem de dados e validação por especialistas das comunidades.

Entre os diferenciais, a plataforma descreve os sistemas de governança de cada nação, com informações sobre conselhos, leis, eleições e prazos. Em comparação, perfis oficiais já existentes no governo, chamados First Nations Profiles, são menos extensos. Ainda assim, o governo federal afirma possuir bases de dados ainda úteis para consultas rápidas.

Os criadores destacam que KnowledgeKeepr mergulha mais fundo na estrutura comunitária, permitindo localizar autoridades para discussões sobre projetos de mineração, além de disponibilizar informações sobre parcerias anteriores e contatos administrativos. A ferramenta também mapeia terras e fronteiras com base em mapas oficiais das próprias nações.

Jago afirma que o mapa de terras pode evitar conflitos logísticos, ao indicar quais comunidades apoiam ou resistem a determinado projeto. O objetivo é facilitar acordos de benefício mútuo e engajamento precoce, reduzindo custos e tempo de negociação para governos, empresas e comunidades.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que o conhecimento atualizado sobre a diversidade de First Nations facilita relações e negociações. A plataforma pretende, ainda, expandir para incluir dados de povos Métis e Inuit, com previsão de conclusão no próximo ano.

O projeto também visa atender órgãos governamentais, que veem valor em informações atualizadas para incentivar diálogo desde fases iniciais de projetos. A primeira versão beta registrou 6 mil usuários, incluindo o gabinete do primeiro-ministro, segundo Jago.

A empresa planeja lançar a versão completa da KnowledgeKeepr em maio; a versão corporativa chegará em outubro. A meta é tornar a ferramenta útil para jornalistas, pesquisadores e tomadores de decisão, sempre priorizando o benefício às próprias First Nations.

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