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Rochas de 1 bilhão de anos e cachoeiras de 120 m viram Patrimônio da Humanidade

Chapada dos Veadeiros é Patrimônio Natural da Humanidade desde dois mil e um, abriga cachoeiras de até 120 metros e trilhas autoguiadas pelo Cerrado

Chapada dos Veadeiros // Reprodução: Wikimedia Commons
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  • A Chapada dos Veadeiros fica a 230 km de Brasília e abriga quartzitos de 1 bilhão de anos e cachoeiras de grande altura; o parque é Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO desde 2001.
  • O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi criado em 1961 e hoje soma mais de 240 mil hectares de cerrado de altitude.
  • A visitação ocorre por trilhas autoguiadas; principais atrações incluem a Trilha dos Saltos (Saltos do Rio Preto, com 120 metros), a Trilha Vermelha, o Vale da Lua e outras observáveis, com parte das atrações em propriedades privadas que cobram entrada.
  • A região tem três cidades-base: Alto Paraíso de Goiás, Vila de São Jorge e Cavalcante, oferecendo desde pratos locais até opções veganas e culinária típica do cerrado.
  • A melhor época é a estação seca, de maio a outubro; no período chuvoso as cachoeiras ganham volume, mas algumas trilhas podem fechar por risco de deslizamento.

A cerca de 230 km de Brasília, a Chapada dos Veadeiros abriga paredões de quartzito entre as formações de cerrado mais antigas. O parque nacional protege um cerrado de altitude que recebeu o título de Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO em 2001.

Criado em 1961, durante o governo de Juscelino Kubitschek, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros hoje soma mais de 240 mil hectares. A área foi ampliada por decreto federal em 2017 para ampliar a proteção do bioma.

A UNESCO incluiu o sítio entre as Áreas Protegidas do Cerrado, conjunto que também registra o Parque Nacional das Emas. O bioma é reconhecido pela alta biodiversidade, com mais de 12 mil espécies de plantas, das quais cerca de 44% são endêmicas.

Trilhas e cachoeiras imprescindíveis

O parque organiza visitas em trilhas autoguiadas, com sinalização por setas coloridas. Muitas atrações ficam fora dos limites oficiais e operam mediante cobrança de propriedades privadas.

  • Trilha dos Saltos: 11 km até o Mirante do Salto do Rio Preto, com 120 metros de queda, e à Cachoeira do Garimpão, com 80 m.
  • Trilha Vermelha: leva ao Cânion II do Rio Preto e à Cachoeira das Cariocas, com poços profundos para banho.
  • Mirante da Janela: ponto fora do parque, oferece vista dos Saltos do Rio Preto ao nascer do sol.
  • Vale da Lua: rochas esculpidas pelo Rio São Miguel, com piscinas naturais.
  • Travessia das Sete Quedas: cerca de 23 km em dois dias, com pernoite no camping do parque.

Em 2026, foi inaugurada a Trilha Noturna dos Saltos, um percurso guiado de seis a sete horas sob o céu estrelado. Ingressos e detalhes estão na página da concessionária Parquetur.

Bases turísticas e culinária regional

A região conta com três cidades-base. Alto Paraíso de Goiás é a maior, com uma cena vegetariana consolidada. A Vila de São Jorge funciona como porta de entrada ao parque, com restaurantes simples. Cavalcante oferece acesso ao Sítio Kalunga e cozinha quilombola.

Entre pratos típicos, destacam-se empadão goiano, galinhada com pequi e frutas do cerrado como baru e cagaita. A região também oferece opções veganas em Alto Paraíso e produção de cachaça artesanal em alambiques locais.

Quando ir e como chegar

A estação seca vai de maio a outubro, com maior movimento turístico. No período chuvoso, há aumento de volume das cachoeiras, mas algumas trilhas podem fechar por risco de cabeça d’água.

O aeroporto mais próximo é o de Brasília, a cerca de 230 km, com trajeto via BR-020 e GO-118. De Goiânia, a distância é de aproximadamente 420 km. Da base em Alto Paraíso, a Vila de São Jorge fica a 36 km por estrada de terra.

Viajar de carro ou aluguel costuma ser mais eficiente para acessar as atrações, distribuídas por um raio amplo ao redor de Alto Paraíso. Ônibus ligam a capital federal, com deslocamentos para a região.

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