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Como videogames podem ampliar a representatividade negra

Painel no São Paulo Innovation Week discute jogos como ferramenta de afirmação cultural negra, ressaltando afrogames e o conceito de gamevivência

‘Por que não jogamos nossos jogos?’: como os videogames podem ampliar a representatividade negra
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  • Painel do São Paulo Innovation Week, na FAAP, discute como videogames podem ser ferramenta de afirmação cultural e resistência negra.
  • O evento, que funciona como festival global de tecnologia, acontece de 13 a 15 de maio, com atividades no Pacaembu e na FAAP.
  • Participaram Daniel Correia Ferreira Lima, Gilberto de Ataide Batista Faria e Tainá Felix, que discutiram as desigualdades históricas na indústria de games e a criação de novas narrativas negras.
  • Destacou-se o crescimento dos “afrogames”, productions inspiradas em referências afro-diaspóricas para valorizar a cultura negra em ambientes digitais.
  • Tainá Felix afirmou que os games podem gerar conhecimento, com três pilares: mediação cultural, pesquisa acadêmica e referência afro-brasileira em linguagem digital, além do conceito de “gamevivência” (vistos a partir da perspectiva negra).

No São Paulo Innovation Week, um painel realizado na FAAP discutiu como os videogames podem ampliar a representatividade negra. O tema da mesa, Narrativas Afro-brasileiras nos Games XR: Resistência e Representatividade em Foco, ocorreu na manhã desta quarta-feira, dia 13. O objetivo foi mostrar que os games, além de inovação, podem fortalecer a cultura negra.

Pesquisadores e criadores presentes defenderam que a indústria de games, embora maior que cinema e música somados, ainda reproduz desigualdades históricas. Por outro lado, os jogos tendem a abrir espaço para narrativas negras e periféricas.

Entre os participantes estavam Daniel Correia Ferreira Lima, Gilberto de Ataide Batista Faria e Tainá Felix, atriz, roteirista e desenvolvedora. Eles destacaram que a abolição não encerrou a exclusão social, vendo nos games uma forma de resistência.

O painel destacou o crescimento dos chamados afrogames, produções que se inspiram em referências afro-diaspóricas para valorizar a cultura negra no ambiente digital. Tainá Felix descreveu seu trabalho como uma ponte entre games, arte e educação.

Felix aponta que os jogos podem gerar conhecimento e organizam o seu trabalho em três pilares: mediação cultural com games, pesquisa acadêmica e criação de referências afro-brasileiras em linguagem digital. Ela também articulou o conceito de gamevivência, inspirado na escrevivência de Conceição Evaristo, como maneira de contar histórias a partir da visão negra.

Destaques do Painel

  • Afrogames em evidência como ferramenta de afirmação cultural.
  • Gamevivência como método narrativo de mulheres e homens negros.
  • Debate sobre desigualdades históricas na indústria de games em comparação a outros mercados culturais.

O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos e ocorre entre os dias 13 e 15, no Pacaembu e na FAAP. Fontes oficiais do evento confirmam a programação de painéis, palestras e demonstrações voltadas a inovação e inclusão.

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