- A gestão do prefeito Ricardo Nunes prevê instalar uma Unidade de Recuperação Energética em Perus, no antigo aterro Bandeirantes, a partir de 2029.
- O plano envolve usina de queima de lixo para geração de energia, com projetos similares em São Mateus até 2035 e em Santo Amaro ainda sem data.
- Moradores de Perus realizaram protesto com cerca de 300 pessoas, afirmando que a operação traria poluição e riscos à saúde.
- A Loga será responsável pela instalação e operação, com custo operacional previsto de R$ 97 milhões por ano.
- A capacidade é de mil toneladas de resíduos por dia, correspondentes a cerca de 5% do total gerado na cidade; parte da operação pode gerar créditos de carbono, estimados em cerca de R$ 881,6 mil anuais na primeira fase.
A gestão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, planeja instalar uma usina de combustão de lixo em Perus, na zona norte. O equipamento deve operar a partir de 2029 no terreno do antigo aterro Bandeirantes, desativado em 2007, e gerar energia a partir da queima de resíduos. A iniciativa integra o sistema de recuperação energética conhecido como waste-to-energy.
O projeto é parte de um contrato de prorrogação das concessões de coleta e tratamento de lixo com as empresas Loga e Ecourbis. Em Perus, a Loga ficará responsável pela instalação e operação, com custo operacional estimado em 97 milhões de reais por ano. Também há planos para ampliar o modelo a São Mateus e Santo Amaro, em datas futuras.
Protestos e preocupações
Moradores de Perus organizaram uma manifestação com cerca de 300 pessoas para barrar a instalação, realizada na praça do Samba. O grupo cita impactos ambientais históricos do bairro, o transporte de resíduos e a proximidade com áreas verdes e populações locais. A associação de moradores destaca episódios de poluição no passado e teme a poluição atmosférica.
A gestão Nunes afirmou que as usinas seguem parâmetros rigorosos e não representam risco à saúde quando operadas conforme normas ambientais vigentes. O projeto prevê capacidade de tratar mil toneladas de resíduos por dia, equivalente a cerca de 5% do total diário produzido na cidade.
Comunicações oficiais e revisões
A procuradoria de São Paulo investiga, desde 2024, a prorrogação dos contratos sem nova licitação, com questionamentos sobre a inclusão das Unidades de Recuperação Energética. A administração, por sua vez, sustenta que a prorrogação ocorreu dentro da lei para assegurar continuidade e modernização dos serviços públicos.
Segundo o contrato, parte do tratamento poderá gerar créditos de carbono, com estimativa inicial de arrecadação de aproximadamente 881,6 mil reais por ano. O montante depende do preço de cada crédito, considerado em cerca de 11 reais. Experts do setor destacam que o principal benefício é evitar emissões, não, necessariamente, gerar lucro expressivo imediato.
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