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Globo erra ao lançar app que contraria lógica de mercado

GloboPop, plataforma de vídeos curtos da Globo, enfrenta desafio de atrair usuários sem produção colaborativa nem algoritmo aberto, apenas curadoria

Carminha (Adriana Esteves) em cena de 'Avenida Brasil'
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  • A Globo lançou o GloboPop há cerca de um mês, uma plataforma gratuita de vídeos curtos e verticais que reúne palcos de jornalismo, esporte, entretenimento, novelas e reality shows.
  • O formato privilegia engajamento passivo do público, com a produção principal feita pela emissora e sem criação de conteúdo pelos usuários.
  • Economistas e especialistas apontam que atrair audiência será o maior desafio, destacando a necessidade de conteúdos originais e exclusivos, especialmente novidades das novelas verticais.
  • Analistas afirmam que cada plataforma de vídeo curto tem linguagem de consumo própria, e o GloboPop ainda não definiu seu estilo de uso, o que pode tornar os conteúdos parecidos com adaptações do que já existe.
  • Críticos ressaltam que o modelo fechado, com curadoria editorial e sem algoritmo aberto nem participação do usuário, pode afastar o público e transformar espectadores em apenas consumidores de TV.

Na Globo, o GloboPop foi lançado há cerca de um mês como plataforma gratuita de vídeos curtos em formato vertical. O espaço reúne conteúdos de diversos setores, como jornalismo, esportes, entretenimento, novelas e realitys, organizados em perfis chamados de palcos. A participação do público é predominantemente passiva, sem criação de conteúdo por parte dos usuários.

A proposta é enfrentar o atraso da emissora no digital e ocupar espaços novos antes que concorrentes avancem. A Globo busca atender ao consumo de vídeos curtos, mas a estratégia é centrada na curadoria da própria empresa, sem incentivo explícito à produção colaborativa. Isso contrasta com modelos de redes sociais abertas.

Para especialistas ouvidos pela coluna GENTE, o principal desafio é atrair usuários que já não acompanham os canais da Globo. O conteúdo, segundo eles, precisa oferecer novidades originais e exclusivas para justificar a migração ao GloboPop, especialmente com novelas verticais. Sem isso, o app tende a soar como mera adaptação de TV.

A visão é compartilhada por um estrategista digital do Grupo VOE, que aponta a dificuldade de definir a linguagem própria do GloboPop. Enquanto a Plataforma tenta fechar uma ponte com o público, a falta de engajamento de quem não produz conteúdos pode dificultar a diferenciação frente às demais redes de vídeo curto.

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