- A Globo lançou o GloboPop há cerca de um mês, uma plataforma gratuita de vídeos curtos e verticais que reúne palcos de jornalismo, esporte, entretenimento, novelas e reality shows.
- O formato privilegia engajamento passivo do público, com a produção principal feita pela emissora e sem criação de conteúdo pelos usuários.
- Economistas e especialistas apontam que atrair audiência será o maior desafio, destacando a necessidade de conteúdos originais e exclusivos, especialmente novidades das novelas verticais.
- Analistas afirmam que cada plataforma de vídeo curto tem linguagem de consumo própria, e o GloboPop ainda não definiu seu estilo de uso, o que pode tornar os conteúdos parecidos com adaptações do que já existe.
- Críticos ressaltam que o modelo fechado, com curadoria editorial e sem algoritmo aberto nem participação do usuário, pode afastar o público e transformar espectadores em apenas consumidores de TV.
Na Globo, o GloboPop foi lançado há cerca de um mês como plataforma gratuita de vídeos curtos em formato vertical. O espaço reúne conteúdos de diversos setores, como jornalismo, esportes, entretenimento, novelas e realitys, organizados em perfis chamados de palcos. A participação do público é predominantemente passiva, sem criação de conteúdo por parte dos usuários.
A proposta é enfrentar o atraso da emissora no digital e ocupar espaços novos antes que concorrentes avancem. A Globo busca atender ao consumo de vídeos curtos, mas a estratégia é centrada na curadoria da própria empresa, sem incentivo explícito à produção colaborativa. Isso contrasta com modelos de redes sociais abertas.
Para especialistas ouvidos pela coluna GENTE, o principal desafio é atrair usuários que já não acompanham os canais da Globo. O conteúdo, segundo eles, precisa oferecer novidades originais e exclusivas para justificar a migração ao GloboPop, especialmente com novelas verticais. Sem isso, o app tende a soar como mera adaptação de TV.
A visão é compartilhada por um estrategista digital do Grupo VOE, que aponta a dificuldade de definir a linguagem própria do GloboPop. Enquanto a Plataforma tenta fechar uma ponte com o público, a falta de engajamento de quem não produz conteúdos pode dificultar a diferenciação frente às demais redes de vídeo curto.
Entre na conversa da comunidade