- Grupo anunciava veículos abaixo do preço de mercado para atrair compradores e exigir pagamento antecipado via PIX, resultando em prejuízos a mais de dez pessoas no Distrito Federal.
- Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio da Polícia Civil da Bahia, deflagrou na manhã de terça-feira a Operação Marcha Ré para desarticular o esquema de estelionato virtual e lavagem de dinheiro.
- Investigação aponta que, após o primeiro contato, os suspeitos migravam a conversa para o WhatsApp, enviando fotos, vídeos e documentos dos veículos para parecer legitimidade.
- Urgência na venda era usada para pressionar as vítimas a transferirem dinheiro antes de qualquer encontro presencial; há indícios de atuação interestadual e conexões com ocorrências em outros estados.
- Em análise, houve criação e exclusão frequente de chaves PIX para dificultar rastreamento; materiais apreendidos serão periciados, e os suspeitos podem responder por estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro, com penas que podem superar dezesseis anos, além de multa.
O golpe do carro barato levou ao prejuízo de mais de 10 pessoas no Distrito Federal, que anunciaram veículos abaixo do mercado e pediram pagamentos antecipados por PIX para “garantir” a negociação. As vítimas perderam valores que somam mais de 60 mil reais entre 2024 e 2026.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio do DEIC da Polícia Civil da Bahia, deflagrou na manhã de hoje a Operação Marcha Ré para desarticular o esquema de estelionato virtual e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu em Salvador, na Bahia, conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural).
Os criminosos utilizavam plataformas digitais, redes sociais e apps de mensagens para dar aparência de legitimidade às negociações. Em muitos casos, o grupo pressionava as vítimas a transferirem antes de confirmar pessoalmente o negócio, sob a justificativa de urgência.
Segundo as investigações, o grupo pode ter atuado de forma interestadual, com ligações a ocorrências em outros estados. O dinheiro obtido era distribuído rapidamente entre diversas contas e fintechs para dificultar o rastreamento.
Durante o cumprimento de mandados, policiais apreenderam dispositivos eletrônicos e documentos que serão periciados. O material deve aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos no golpe.
Os investigados podem responder por estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem superar 16 anos de prisão, conforme o avanço das apurações e a responsabilização individual das condutas.
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