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Há 20 anos, PCC parou São Paulo com ataques de maio de 2006

PCC deflagra ataques em maio de 2006; saldo de 564 mortos e 110 feridos em nove dias, marcando a maior crise de segurança pública de São Paulo

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  • Em 12 de maio de 2006, o governo transferiu 765 detentos, incluindo líderes do PCC, para a Penitenciária de Presidente Venceslau.
  • No dia seguinte, o PCC lançou o “salve geral”; 74 presídios entraram em rebelião e a capital paulista, bem como o interior, foram paralisados.
  • No conjunto dos nove dias de violência, 564 pessoas foram mortas e 110 ficaram feridas; 59 agentes públicos foram mortos; dezenas de ônibus foram incendiados e o transporte público ficou interrompido.
  • Em 14 de maio, o ataque cessou após um acordo entre governo e criminosos, encerrando o que ficou conhecido como a pior crise da segurança pública no estado.
  • Vinte anos depois, o PCC teria mudado de estratégia, passando a atuar como máfia internacional com foco em lavagem de dinheiro e controle territorial, segundo autoridades.

Em maio de 2006, a região metropolitana de São Paulo viveu a pior crise de segurança pública de sua história. A ofensiva do PCC, associada à retaliação das forças de segurança, resultou em 564 mortes e 110 feridos em nove dias. A ofensiva começou com a transferência de presos para presídios do interior.

No dia 11 de maio, 765 detentos foram deslocados, entre eles líderes do PCC, como Marcola, para a Penitenciária de Presidente Venceslau. No dia seguinte, o grupo ordenou ataques em prédios da segurança pública, ônibus incendiados e rebeliões em 74 penitenciárias que abrigavam cerca de 62% da população carcerária.

O que aconteceu

Entre 12 e 13 de maio, ataques em ruas e prédios públicos deixaram dezenas de mortos, com 59 agentes de segurança entre as vítimas. O transporte municipal ficou paralisado e áreas da capital, interior e litoral sofreram interrupções generalizadas.

Quem esteve envolvido

Lideranças do PCC coordenaram as ações a partir de dentro de presídios, com ordens transmitidas por celulares. Autoridades estaduais e promotores, como Lincoln Gakiya, assessoraram o processo de investigação e avaliação estratégica.

Ao longo dos anos

Pelo menos 505 civis foram mortos, com média de 4,8 tiros por vítima; mais de 60% atingidos na cabeça, nuca ou costas. Do total, 94% eram sem antecedentes criminais. A resposta estatal envolveu buscas por suspeitos, enquanto organizações de direitos humanos apontaram violações.

Como ficou a investigação e o legado

Décadas depois, o PCC é visto por autoridades como tendo migrado para uma atuação de máfia internacional, com foco em lavagem de dinheiro e hegemonia territorial. Promotores dizem que a omissão estatal contribuiu para o crescimento do grupo.

Desdobramentos e memória

Casos de vítimas, incluindo o bombeiro Alberto Costa, foram objeto de investigações paralelas. Movimentos como o Mães de Maio acompanham o andamento de ações legais e internacionais, cobrando reconhecimento e responsabilidade do Estado.

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