- A tragédia na BR-376 atingiu nove veículos e 14 pessoas, com dois mortos e lama que derrubou parte da encosta.
- O caminhão de João Maria Pires, de 60 anos, ficou pendurado na ribanceira e ele não resistiu.
- A filha de João Maria, Tatiane Pires, afirma que o pai rodava pelo país desde os 18 anos e era o provedor da família.
- A irmã de uma das vítimas contesta a ideia de acaso e diz que havia deslizamentos anteriores no mesmo dia e que a concessionária já previa ponto crítico para deslizamento.
- As ações de indenização somam 4,6 milhões de reais, cobrindo danos à família das vítimas.
Na Serra do Mar, na BR-376, um deslizamento de lama atingiu nove veículos e 14 pessoas. Dois passageiros morreram, incluindo o caminhoneiro João Maria Pires, de 60 anos, que ficou pendurado na ribanceira, mas não resistiu. A tragédia ocorreu durante o evento de queda de barreira na região.
Um laudo técnico recente aponta que a tragédia não foi apenas um acidente imprevisível. Segundo o documento, houve deslizamento anterior no mesmo dia e a estrada foi liberada mesmo com o risco, apesar de estudos da concessionária indicarem ponto crítico para deslizamentos. A conclusão é de que fatores estruturais já haviam sido identificados.
Tatiane Pires, filha de João Maria, relembra a vida na estrada e o sustento da família, sem recebimento de apoio institucional até o momento. Ela afirma que o pai era o provedor e que a família enfrenta dívidas e dificuldade financeira desde o falecimento. A viúva também enfrenta limitações profissionais desde a perda.
Marina de Souza, irmã de Márcio Rogério de Souza, que dirigia o caminhão arrastado pela lama, critica a liberação da pista e a falta de melhorias preventivas. A família de Márcio divide a percepção de que o deslizamento era conhecido e que as ações de indenização já somam milhões, com a soma de duas ações chegando a 4,6 milhões de reais.
Indenizações e desdobramentos
Os familiares citam prejuízos financeiros significativos: além da perda de renda com os caminhões, três filhos de Márcio dependiam do motorista. As ações cabem às famílias como compensação pelos danos materiais e pela perda dos meios de sustento. O caso continua acompanhando investigações e avaliações técnicas.
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