- Mais de 70 milhões de mensagens de aviso foram enviadas a pessoas que buscavam conteúdo de abuso infantil online nos últimos dois anos, segundo a Lucy Faithfull Foundation.
- As mensagens fazem parte do Project Intercept, parceria entre a fundação e empresas como Google, TikTok e Meta, que orienta para serviços de apoio em vez de apenas bloquear conteúdo.
- Quase 700 mil pessoas acessaram os recursos do Stop It Now, que oferecem aconselhamento confidencial e ferramentas de autoajuda; especialistas dizem que esse número é baixo.
- O projeto atua em 131 países e abrange ambientes com criptografia de ponta a ponta e plataformas de chat com IA.
- Autoridades e organizações destacam que as intervenções são importantes, mas devem fazer parte de um conjunto mais amplo de medidas para impedir a criação e a disseminação de material ilegal.
Mais de 70 milhões de avisos foram enviados nos últimos dois anos a pessoas que tentavam acessar material de abuso infantil sexual online, afirma a Lucy Faithfull Foundation. A iniciativa faz parte do Project Intercept, parceria com empresas como Google, TikTok e Meta.
Em vez de apenas bloquear conteúdos, as mensagens ressaltam a ilicitude de visualizar CSAM e orientam para serviços de apoio que visam mudar o comportamento. A fundação informou que quase 700 mil pessoas acessaram os recursos Stop It Now, que oferecem aconselhamento confidencial e ferramentas de autoajuda.
Ações ocorrem em 131 países e abrangem espaços online que vão desde serviços com criptografia ponta a ponta até plataformas de chat com IA. Não houve divulgação do número de usuários distintos responsáveis pelas buscas.
O projeto registrou média de 28 mil usuários mensais redirecionados para conteúdos de apoio em 2024 e 2025. A participação com o material de suporte foi alta, mas não há dados sobre mudanças de comportamento a longo prazo.
A diretora executiva da Lucy Faithfull Foundation afirma que avisos no momento de comportamento nocivo podem interromper a atuação e direcionar para ajuda. A NSPCC destaca que intervenções assim devem fazer parte de um conjunto maior de medidas para impedir a criação e distribuição de material ilegal.
Especialistas ressaltam a necessidade de soluções que atuem também em partes da web com criptografia, para dificultar o compartilhamento de conteúdo abusivo. Técnicas de segurança desde o desenho de produtos são citadas como essenciais para reduzir esconderijos do delito.
A Ofcom, reguladora de telecomunicações, afirma que mensagens de alerta integram as expectativas previstas pela Online Safety Act do Reino Unido. A avaliação da política aponta avanços, mas reconhece o tamanho do desafio.
Empresas envolvidas defendem que a abordagem complementa os sistemas de moderação existentes. Um gerente de produto do Google Search aponta que mudanças no início de 2025 aumentaram o engajamento com serviços de apoio terapêutico e reduziram buscas subsequentes por material ilegal.
A participação de uma empresa que vende armazenamento criptografado também integra o projeto, com a argumentação de que serviços criptografados podem intervir precocemente para mitigar comportamentos prejudiciais.
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