Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MP de SC encerra caso Orelha; não houve agressão e arquivamento solicitado

Análise de câmeras corrige linha do tempo; morte de Orelha ocorreu por osteomielite crônica, não por agressão, e MP/SC pede arquivamento

MP/SC concluiu que cão Orelha não morreu por agressão de jovens e pede arquivamento.
0:00
Carregando...
0:00
  • Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento da investigação sobre a morte do cão Orelha, em Florianópolis, afirmando que os adolescentes não estiveram com o animal no horário da suposta agressão.
  • A conclusão aponta que a morte ocorreu por quadro clínico grave preexistente, com osteomielite na região maxilar esquerda, possivelmente ligada à doença periodontal.
  • A análise de imagens mostrou um descompasso de cerca de trinta minutos entre câmeras públicas e do condomínio, o que, segundo o MP, afasta a versão de que o animal e os jovens ficaram juntos na praia.
  • Não houve registro visual ou testemunhal direto de Orelha na faixa de areia no período da suposta agressão; relatos nas redes sociais foram considerados não verificados.
  • Além do arquivamento, o MP pediu a conclusão de outras apurações, incluindo coação no processo, divulgação indevida de informações sigilosas e possível monetização de conteúdos falsos nas redes.

O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento da investigação sobre a morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. A conclusão é de que os adolescentes não estiveram com o animal no horário da suposta agressão e que a morte decorreu de um quadro clínico grave preexistente. A manifestação tem 170 páginas e foi assinada por três Promotorias de Justiça.

Imagens alteraram a linha do tempo: houve um descompasso de cerca de 30 minutos entre o registro público Bem-Te-Vi e as câmeras do condomínio. A Polícia Científica confirmou a diferença, e o estudo indicou que Orelha estava a cerca de 600 metros do deck quando os jovens passaram pelo local.

Orelha apresentava plena motricidade quase uma hora após o horário considerado na primeira versão das investigações. O laudo pericial apontou osteomielite na maxila esquerda, infecção óssea grave ligada possivelmente a doença periodontal. Não houve fraturas compatíveis com maus-tratos.

Boatos e redes sociais foram alvo de ressalva do MP/SC. Não havia registros visuais ou testemunhais diretos que comprovassem a presença do cão na praia no período citado. Narrativas não verificadas influenciaram a busca por autoria.

Outros encaminhamentos incluem o arquivamento de um inquérito sobre coação envolvendo adolescentes e um porteiro, por não guardar relação com Orelha. O MP pediu ainda envio de cópias à corregedoria da Polícia Civil e à 9ª Promotoria para apurar divulgação de informações sigilosas.

O MP/SC instaurará apuração com apoio do CyberGAECO sobre possível monetização de conteúdos falsos nas redes sociais vinculados ao caso. Também está prevista análise de irregularidades na investigação por parte de autoridades competentes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais