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Mudanças na rota do crack após esvaziamento da Cracolândia

Apreensões de crack caem pela metade no centro; entram forte em Sé e Consolação, enquanto governo nega dispersão do fluxo

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  • A apreensão de crack caiu pela metade na região central após o esvaziamento da Cracolândia, com as regiões Campos Elíseos e Santa Ifigênia puxando a redução; Sé e Consolação registraram aumento.
  • Em Campos Elíseos, a quantidade de crack apreendida caiu de treze vírgula seis kg nos dez meses anteriores para um vírgula três kg nos meses seguintes.
  • Na Sé houve alta de duzentas e doze por cento nas ocorrências, de um ponto de vinte e seis kg para cinco vírgula um kg, enquanto Consolação e Aclimação registraram aumentos de cento e setenta e cinco por cento e dezessete por cento, respectivamente.
  • Governo afirma que não houve dispersão e que houve avanços; pesquisadores sugerem migração de usuários para bairros próximos, como Praça 14 Bis e entorno do Parque Dom Pedro II.
  • Hub de Cuidados realizou quase quarenta mil atendimentos; mais de trinta e quatro mil encaminhamentos para outros serviços de saúde, com o programa POT Redenção já beneficiando milhares de pessoas desde 2022.

Em São Paulo, o estreitamento do fluxo de uso de crack no centro foi acompanhado por quedas nas apreensões em parte do perímetro, enquanto outras áreas registraram aumento. O esvaziamento da Cracolândia completou um ano no último domingo.

O Centro expandiu as ações de fiscalização, mas os números mostram variações por região. Campos Elíseos e Santa Ifigênia tiveram queda nas apreensões, ao passo que Sé e Consolação registraram mais que o dobro.

Segundo dados da SSP, as operações apontaram queda de 50% nas apreensões na região central entre maio do ano passado e março deste ano, com 1,3 kg apreendidos em Campos Elíseos, ante 13,6 kg no período anterior.

Na Sé, as ocorrências subiram 212%, passando de 1,6 kg para 5,1 kg, enquanto Consolação e Aclimação tiveram aumentos menores. No total, o centro da cidade somou 10 kg de crack apreendidos nesses meses, metade do que ocorreu antes do esvaziamento.

Pesquisadores afirmam que os números podem indicar migração de usuários para áreas próximas, como Praça 14 Bis e arredores do Parque Dom Pedro II, ao invés de uma dispersão única. As autoridades rejeitam a ideia de dispersão e atribuem variação a ações de repressão.

O governo estadual sustenta que houve avanços significativos no enfrentamento ao tráfico, com qualificação de usuários e uso de reconhecimento facial em um centro ampliado. A Prefeitura aponta redução de cerca de 39% em pontos de ocupação temporária no município.

Ao longo de 2025 e início de 2026, o Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas realizou quase 40 mil atendimentos, com mais de 34 mil encaminhamentos a serviços de saúde. A gestão afirma que resultados refletem fortalecimento da rede, não apenas abertura de vagas.

Especialistas destacam que a internação não resolve por si só; o desafio envolve vínculo contínuo com usuários em situação de vulnerabilidade. Pesquisadores ressaltam a necessidade de estratégias de longo prazo e acompanhamento social.

A Secretaria Municipal de Saúde informa que, no primeiro trimestre de 2026, foram mais de 473 mil atendimentos na cidade, com 18.066 encaminhamentos para tratamento. O POT Redenção já atendeu mais de 7,6 mil pessoas desde 2022, com 3,6 mil saídas qualificadas.

A administração municipal também cita impacto na criminalidade: a reorganização da Guarda Civil Metropolitana estaria resultando em mais prisões, apreensões e ações em áreas marcadas pelo tráfico, nos últimos 12 meses.

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