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Mulher no Alabama processa por dar à luz no chão da prisão com guardas presentes

Mulher de Alabama processa o estado, alegando que deu à luz no piso da prisão sob vigilância de guardas e sem assistência médica

Tiffany McElroy: ‘I’m so grateful that my baby and I are here today, and I owe that to other women because the guards treated me like I was less than nothing.’ Photograph: Courtesy of Tiffany Mcelroy
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  • Tiffany McElroy, hoje com 28 anos, entrou na prisão de Alabama em maio de 2024 e afirma que foi deixada para dar à luz sozinha por mais de um dia.
  • A defesa alega que seu parto ocorreu no chão da prisão, com a ajuda de outra detenta, enquanto guardas assistiam.
  • Segundo a ação, a mãe informou repetidamente que a bolsa estourou e pediu atendimento médico, mas não houve atendimento nem ligação para o 911 por mais de 24 horas.
  • O parto resultou em uma bebê que não estava respirando inicialmente; outras presas teriam tentado reanimar a recém-nascida até ela chorar.
  • A ação, movida pela Pregnancy Justice, aponta falhas do sistema prisional de Houston County e envolve cerca de 20 réus, incluindo guardas, uma enfermeira e o sheriff local.

Tiffany McElroy, uma mulher da Alabama, abriu uma ação federal alegando violação de direitos civis dela e de sua filha ao nascer, em maio de 2024, dentro de uma penitenciária estadual, quando foi deixada para laborar sozinha por mais de um dia. A denúncia sustenta que outras presidiárias foram auxiliares no parto enquanto a equipe prisional não tomou providências, e que o parto ocorreu no chão da prisão com a ajuda de detentas.

De acordo com a queixa apresentada pela organização Pregnancy Justice, McElroy pediu repetidamente atendimento médico e acionamento do 911 ao longo de 24 horas, sem obter resposta. O relatório explica que, durante esse período, a mãe enfrentou forte dor e o risco de infecção, enquanto havia pouca assistência médica ou higiene adequada.

A ação, registrada no distrito médio do Alabama, aponta falhas estruturais na cadeia de Houston County. Segundo o documento, o sistema priorizaria redução de custos em detrimento do cuidado aos custodiados, reunindo 20 réus, entre guardas, uma enfermeira e o sheriff do condado, sob a alegação de violação de direitos constitucionais.

As informações indicam que, durante o parto, uma detenta ajudou McElroy a nascer, quando a bebê não estava respirando. Segundo a queixa, outras duas presas tentaram reanimar a recém-nascida, removendo muco das vias aéreas e massageando até que a criança finalmente chorasse. A denúncia relata ainda que, após o parto, uma supervisora incentivou as detentas a não ajudarem a mãe e as puniu com restrições de atividades.

Kathy Youngblood, ex-freira da prisão citada no processo, descreveu o ocorrido como bárbaro, afirmando à NBC News que tentou ajudar, mas foi avisada de que seria demitida caso ajudasse. A defesa de Youngblood afirma não ter recebido autorização para agir naquele momento.

A queixa aponta ainda referências a casos anteriores envolvendo mulheres presas por suspeita de uso de substâncias durante a gravidez. Uma outra mulher, em situações semelhantes em Alabama, chegou a acordo financeiro com o condado em processo federal, segundo organizações de defesa. As entidades de defesa de direitos reprodutivos destacam um padrão de tratamento desumano para gestantes sob custódia no estado.

O gabinete do xerife de Houston County não respondeu aos pedidos de comentário sobre a ação civil. A matéria evidencia que o caso se soma a discussões sobre políticas que criminalizam gravidez e uso de substâncias, com impactos diretos sobre a saúde de mães e filhos. A denúncia sustenta violação de direitos constitucionais, incluindo garantias de atendimento médico adequado e proteção durante o parto.

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