- Opus One revelou em 11 de maio um redesenho dramático, após cinco anos de estudo, para reforçar a conexão com o entorno natural.
- O projeto também busca cumprir parte da missão de 2030 da vinícola, com conservação de até 40% da água usada na irrigação.
- As áreas de grama foram removidas, incluindo o telhado da vinícola, substituídas por um tapete de plantas nativas, tolerantes à seca e amigas de polinizadores.
- O telhado, com mais de um acre, ganhou espécies como Ceanothus thyrsiflorus var. griseus ‘Yankee Point’ e Westringia fruticosa ‘Mundi’, reduzindo significativamente a irrigação.
- A intervenção, com paisagismo da Reed Hilderbrand, inclui caminhos de calcário e formas de terra para criar um ambiente mais tranquilom para degustações ao ar livre; a certificação Butterfly Mark já havia sido conquistada pela marca.
Opus One apresenta redesign monumental com viés sustentável. A winery de Napa Valley revelou, em 11 de maio, mudanças estéticas radicais após cinco anos de planejamento, buscando uma relação mais profunda com o entorno natural. A iniciativa deve redefinir o complexo e torná-lo um habitat mais vivo.
A mudança prioriza a conservação de água e a responsabilidade ambiental, alinhadas à missão até 2030 da empresa. A operação promete reduzir o uso de irrigação em até 40% e adaptar a paisagem às condições climáticas da região.
Abaixo, os elementos centrais do projeto e seus impactos para visitantes e produtores.
Novo visual e uso eficiente da água
O destaque visual é a substituição das lanças de grama bem cuidadas por um tapete de plantas nativas, tolerantes à seca e atraentes para polinizadores. O telhado da vinícola recebe um plantio de espécies como Ceanothus e Westringia, reduzindo demanda hídrica e conectando o entorno à edificação.
O telhado se estende por mais de uma acre e demonstra o compromisso com recursos limitados, além de criar um espaço esteticamente integrado ao cenário da região, segundo a gestão da Opus One.
Caminhos e formas do terreno
O projeto inclui caminhos de calcário serpenteantes e formas acentuadas de terra no pátio central, destinados a oferecer um ambiente mais tranquilo para degustações ao ar livre e eventos sob medida. A proposta evita a tradicional paisagem de gramado, enfatizando sustentabilidade e experiência sensorial.
A equipe de arquitetura paisagística East Coast, Reed Hilderbrand, desenvolveu a ideia de incorporar “arquitetura viva” ao design, substituindo o conceito anterior do escritório Johnson Fain, responsável pela construção em 1991.
Reconhecimento e continuidade
Antes do redesenho, a vinícola já havia recebido o Butterfly Mark, certificação de sustentabilidade para marcas de alto padrão. O programa sinaliza padrões para responsabilidade ambiental entre companhias do segmento de luxo.
Segundo a direção, a reforma envolve toda a paisagem do empreendimento, mantendo foco na comunidade, na equipe e na relação com outros produtores da região. A mudança é apresentada como parte de uma visão de longo prazo para o local.
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