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Policial é acusado de orientar busca por joia para encerrar ataques contra grávida

Grávida doméstica é torturada pela patroa e por policial que exigem joia para terminar as agressões, com risco de aborto e prisão mantida

1 de 1 frame–gravida-agredida-patroa - Foto: Reprodução/Metrópoles
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  • Samara Regina, de 19 anos, trabalhadora doméstica grávida, relata violência sofrida em Maranhão envolvendo a patroa e um policial militar.
  • A patroa, Carolina Sthela, e o policial militar Michael Bruno teriam pressionado Samara para achar um anel, para “terminar logo” com as agressões.
  • Durante a busca, o PM colocou uma arma na boca da vítima, a levou a ficar de joelhos e a agrediu com coronhadas; Carolina puxou seus cabelos.
  • O anel foi encontrado no cesto de roupas sujas da patroa; após isso, as agressões se agravaram, colocando em risco a integridade física da gestante e do bebê.
  • Ambos permanecem presos; o caso é investigado pela Polícia Civil do Maranhão como tortura e lesão corporal gravíssima com risco de aborto, com a preventiva mantida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão.

Samara Regina, de 19 anos, grávida, relatou à imprensa a violência sofrida em uma residência no Maranhão. Segundo ela, a patroa, Carolina Sthela, e um policial militar, Michael Bruno, participaram das agressões que ocorreram no dia 17 de abril para pressionar pela localização de uma joia.

A doméstica descreveu que, ao tentar ajudar na casa, foi chamada para a sala pela empresária, que discutia sobre uma joia perdida. O PM teria pressionado Samara durante as buscas pela peça, afirmando que queria a joia para terminar com as agressões.

Durante as buscas, Samara contou ter sido obrigada a verificar o quarto da patroa, incluindo o closet. Nessa etapa, o policial teria colocado uma arma na boca da vítima e a imobilizado, enquanto Carolina a puxava pelos cabelos, trazendo risco à gestação.

De acordo com o relato, o anel foi encontrado em um cesto de roupas sujas. Logo após, Carolina voltou a agredir a doméstica, expondo-a a novos atos de violência física e risco de complicações para o bebê.

Patroa e policial permanecem presos no Maranhão. O delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, informou que o caso é tipificado como tortura e lesões gravíssimas com potencial risco de aborto. As investigações estão em estágio inicial.

A PCMA já colheu depoimentos da vítima e da suspeita. Na sexta-feira, 8 de maio, o TJMA manteve a prisão preventiva de Carolina Sthela. Também foi confirmada a manutenção da preventiva de Michael Bruno pelo poder judiciário.

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