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Avó do menino que morreu após ser acorrentado pelo pai é detida

Avó paterna e madrasta são detidas pela polícia por tortura com resultado morte do menino de onze anos, sob suspeita de omissão de proteção e participação

A avó paterna e a madrasta do menino foram detidas
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  • A avó paterna, Aparecida Gonçalves, de 81 anos, e a madrasta, Camilla Barbosa Dantas Felix, de 42, foram detidas pela Polícia Civil na última quarta-feira (13) e encaminhadas à 50ª DP, no Itaim Paulista.
  • Ambas já haviam admitido saber que o menino Douglas Kratos, de 11 anos, era acorrentado pelo pai, Chris Douglas, que já havia sido detido.
  • O pai afirmou que acorrentava o filho para evitar fugas, mas as autoridades encontraram lesões nas pernas da criança compatíveis com tortura; Kratos também estava desnutrido.
  • A avó guardava Kratos e alegou que o apego dele a fugas motivava a prática; a madrasta disse ter visto tanto o pai quanto a avó prenderem a criança.
  • Duas outras crianças da mesma família já haviam sido retiradas do convívio, e o caso veio à tona após atendimento do Samu e do Corpo de Bombeiros quando a criança agonizava.

A avó paterna e a madrasta do menino Douglas Kratos, 11 anos, foram detidas pela Polícia Civil na quarta-feira (13). Elas respondem por tortura com resultado morte, o mesmo crime pelo qual o pai, Chris Douglas, 52, já era investigado. A detenção ocorreu na 50ª DP, no Itaim Paulista.

Segundo o inquérito, Aparecida Gonçalves, 81 anos, tinha a guarda do garoto e admitiu conhecimento sobre as amarras aplicadas pelo pai. Camilla Barbosa Dantas Felix, 42, também confirmou ter visto as correntes, porém negou agressões adicionais.

O pai havia alegado que acorrentava o filho para evitar fugas, mas lesões nas pernas e desnutrição foram constatadas pelas autoridades. O caso veio à tona após a família acionar o Samu e o Corpo de Bombeiros, ao suspeitar que Kratos estivesse mal.

Detenção e desdobramentos

A avó e a madrasta foram ouvidas após a chegada dos socorristas e liberadas temporariamente. Ambas foram reapresentadas à polícia dois dias depois e indiciadas pelo crime de tortura com morte, que também recai sobre o pai.

A mãe do garoto, Karina Oliveira, afirmou à imprensa não ver o filho há quatro anos e relatou ameaças recebidas do ex-companheiro. Ela disse que a guarda ficou com Chris após a separação devido a questões psicológicas dele.

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