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Empregada grávida no Maranhão afirma ter perdido 50% da audição após agressão

Samara Regina Dutra, 19, afirma ter perdido 50% da audição após agressões da empresária; áudios revelam violência e indicam prisão da suspeita

Samara Regina, 19, grávida de cinco meses, afirmou que perdeu parte da audição em razão da tortura sofrida pela patroa
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  • Samara Regina Dutra, 19 anos, empregada doméstica grávida, afirmou ter perdido 50% da audição em decorrência das agressões, ainda sujeita a confirmação clínica final.
  • As agressões teriam ocorrido no dia 17, em Paço do Lumiar, região metropolitana de São Luís; a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa no dia 7.
  • A suspeita teria contado com a ajuda de um homem armado para agredir e torturar a jovem; áudios com as confissões foram divulgados pela TV Mirante.
  • Exames do Instituto Médico Legal e laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Maranhão apontam que as vozes divulgadas são de Carolina; as investigações seguem.
  • A defesa de Carolina, inicialmente, reconheceu as agressões, mas não a tortura; o novo advogado pediu silêncio e vai avaliar possíveis distúrbios psicológicos da cliente.

Samara Regina Dutra, 19, grávida e empregada doméstica, sofreu agressões e tortura supostamente cometidas pela empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, em Paço do Lumiar, região metropolitana de São Luís. A vítima afirma ter perdido 50% da audição devido à violência.

Segundo Samara, os episódios de agressão começaram com puxões de cabelo, tapas e murros, chegando a derrubar a jovem no chão. Ela relata ter protegido a barriga durante os chutes, enquanto outras partes do corpo eram atingidas. A produção de áudios com confissões foi divulgada pela TV Mirante, afiliada à TV Globo.

A empresária foi presa no dia 7, em Teresina, enquanto tentava fugir, segundo a polícia. As agressões teriam ocorrido no dia 17, após a acusação de furto de um anel. A jovem registrou boletim de ocorrência e passou por exames no IML, que confirmaram as agressões.

Investigação

O documento do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Maranhão, ao qual a Folha teve acesso, aponta que os áudios contêm confissões da empresária. O inquérito tramita na 21ª Delegacia, no bairro Araçagy, com as gravações já anexadas.

O delegado Walter Wanderley afirmou que a atuação do agressor fica comprovada pela confissão na gravação e que o áudio já está apreendido. A polícia mantém o foco na autoria, enquanto as investigações seguem.

Defesa e próximos passos

O advogado de Carolina inicialmente reconheceu as agressões, mas negou a tortura. Um novo representante, que assumiu a defesa, orientou a empresária a permanecer em silêncio e prometeu avaliar possíveis questões psicológicas, como bipolaridade ou borderline.

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