- Espuma branca cobre trechos do Rio Tietê no interior de São Paulo, em Salto, nesta quinta-feira, 14, incluindo a cachoeira principal da cidade.
- Defesa Civil alerta que a espuma pode ser tóxica e irritar pele e olhos; pessoas, portanto, devem evitar o contato.
- A Cetesb atribui o fenômeno a estiagem recente, chuvas e maior vazão, combinados à poluição já existente na Região Metropolitana de São Paulo.
- A espuma tem origem em surfactantes lançados no esgoto da Grande São Paulo, com monitoramento e ações em andamento pelo Governo de São Paulo.
O Rio Tietê amanheceu coberto por uma extensa camada de espuma branca na manhã desta quinta-feira, 14, em Salto, interior de São Paulo. O fenômeno atinge toda a extensão do complexo da cachoeira, principal atrativo turístico da cidade. A espuma pode ser tóxica e o contato com pele e olhos é irritante, segundo a Defesa Civil.
O registro foi feito por Daniel Santos, cinegrafista morador de Salto, em vídeo que mostra o tapete de espuma cobrindo as corredeiras. Ele afirmou que o fenômeno ocorre normalmente no inverno, quando o rio fica mais baixo, mas neste ano apareceu mais cedo.
A prefeitura de Salto afirmou que a espuma resulta da poluição lançada na Grande São Paulo, com detergentes e matéria orgânica sem tratamento chegando ao trecho do Tietê onde há quedas d’água. Em nota, diz que o problema se repete anualmente.
A Defesa Civil recomenda evitar a aproximação das áreas com concentração de espuma e manter cuidado com irritação de pele e olhos. Equipes locais acompanham a situação e intensificam ações de orientação à população.
Monitoramento e ações estaduais
A Cetesb informou que monitora continuamente o Rio Tietê e realiza fiscalização na região. O Governo de São Paulo, via Programa Integra Tietê, tem conjunto de medidas de curto, médio e longo prazo para melhorar a qualidade das águas.
Segundo a SOS Mata Atlântica, o fenômeno ocorre quando o rio permanece baixo e há acúmulo de poluentes ao longo da bacia, especialmente na região metropolitana de São Paulo, como o Alto Tietê. Os surfactantes presentes vêm de detergentes e produtos de limpeza jogados no esgoto.
Ainda de acordo com a prefeitura de Salto, a Secretaria de Meio Ambiente participa de reuniões em comitês da bacia para discutir soluções. A presença de espuma é monitorada pela pasta e por entidades ligadas à gestão hídrica.
A situação permanece sob vigilância das autoridades, com medidas de curto prazo para reduzir a poluição e programas de longo prazo para a melhoria da qualidade das águas do Tietê. A reportagem segue apurando novos desdobramentos.
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