- Falhas no mapeamento do subsolo em São Paulo mantêm redes de água, esgoto, energia, telecomunicações e gás sobrepostas, com dados desatualizados.
- Explosão no Jaguaré, durante obra da Sabesp e da Comgás, deixou um morto, três feridos e desalojou dezenas de famílias.
- A prefeitura afirma que a responsabilidade pela elaboração, atualização e envio de informações é das concessionárias; o GeoInfra não é usado como referência por não ter detalhes técnicos suficientes.
- Problemas de cadastros não atualizados e falta de integração entre plataformas dificultam o planejamento de obras e aumentam o risco de danos a redes.
- Soluções apontadas incluem modernização digital, registro em tempo real, sinalização física das redes e uso de georadaria para localizar infraestrutura sem escavação.
O mapeamento do subsolo em São Paulo apresenta falhas de precisão que dificultam a identificação de redes de água, esgoto, gás, energia e telecomunicações. Especialistas afirmam que a sobreposição de redes aumenta o risco de acidentes em obras na cidade.
A prefeitura aponta que a responsabilidade pela elaboração, atualização e envio de informações é das concessionárias. Dados divergentes entre projetos executivos e o que é construído também são citados como entraves no sistema GeoInfra.
Segundo técnicos e profissionais, a atualização automática dos cadastros é insuficiente. A ausência de uma plataforma integrada facilita retrabalhos e aumenta o risco de rupturas durante intervenções em vias públicas.
A explosão no Jaguaré, zona oeste, evidencia o problema. Um morto, três feridos e dezenas de famílias desalojadas decorreram de uma escavação que atingiu um duto de gás na rua Piraúba. Obras envolvidas foram da Sabesp e da Comgás.
Entre os impactos, 10 casas foram interditadas, 36 atingidas indiretamente e cerca de 160 desabrigadas. Equipes de proteção civil, bombeiros, PM e SAMU atuaram na emergência; a investigação continua para apurar responsabilidades.
Linha do tempo da explosão no Jaguaré
- Sexta: obras da Sabesp iniciam na rua Piraúba, conforme moradores.
- Segunda, entre 12h e 13h: moradores relatam cheiro de gás e alertam funcionários.
- 15h15: Comgás recebeu chamado sobre vazamento.
- 15h37: chegada da equipe da Comgás; vazamento é eliminado.
- 16h05: explosão ocorre, com mortes e feridos; casas interditadas e desalojos.
- 18h15: bombeiros confirmam a morte do segurança Alexandre Nunes, 49 anos.
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