- Gramado recebe cerca de 8 milhões de visitantes por ano, conta com 200 hotéis, 27 mil leitos e 300 restaurantes; 86% da economia local é baseada no turismo, e há planos para um aeroporto regional até 2028.
- Aproximadamente 70% das 75 principais atrações da cidade estão associadas a descendentes de imigrantes europeus, especialmente italianos e alemães.
- A imigração ocorreu a partir da segunda metade do século XIX, estimulada pela distribuição de terras; a abertura de uma estrada de ferro entre Porto Alegre e Gramado nos anos 1920 impulsionou o turismo.
- A cidade lançou a marca Gramado. Feita de histórias para enfatizar esse legado histórico presente no turismo, na gastronomia e nas atrações.
- Entre as atrações ligadas à imigração, destacam-se espaços como Casa do Colono, Praça das Etnias, Museu Major José Nicoletti Filho, Festa da Colônia, Restaurante Höppner, Casa Lovatto & Sartori, Galeto Mamma Mia, Coelho Café Colonial, Planeta Chocolate e Cave 48.
Gramado, na Serra Gaúcha, vai muito além de parques temáticos. A cidade abriga memória de imigrantes europeus que moldam 70% das atrações. Do chocolate ao fondue, da culinária à cultura, o passado ancora o presente do destino.
A imigração italiana, alemã e portuguesa abriu caminho no século XIX. Terras doadas pelo governo imperial deram início ao povoamento, com vinhedos, agricultura e turismo nascente. Estradas de ferro entre Porto Alegre aceleraram o processo na década de 1920.
Hoje, a essência histórica aparece na arquitetura enxaimel, na culinária típica e nas atrações. Sobrando orgulho nas famílias descendentes que conduzem restaurantes, lojas e espaços culturais, conectando passado e turismo.
A marca turística recente, Gramado. Feita de histórias, reforça esse elo. O secretário de Turismo, Ricardo Bertolucci, afirma que as raízes ajudam o fluxo anual de visitantes, mas o foco é ampliar permanência e reduzir sazonalidade.
Anualmente, Gramado recebe cerca de 8 milhões de visitantes. A cidade abriga 200 hotéis e 27 mil leitos, com 300 restaurantes, sem aeroporto próprio; o aeroporto regional da Serra Gaúcha está em estudo para 2028.
A economia local é amplamente baseada no turismo, respondendo por aproximadamente 86% da atividade econômica. Com planos para 15 anos, a administração busca manter o turismo como pilar, fortalecendo atrações ao longo do ano.
A seguir, sete lugares que dialogam com a história da cidade e a imigração europeia, visitados por quem quer entender Gramado além dos parques.
Casa do Colono
Situada ao lado da rodoviária, celebra a cultura imigrante com pães, cucas e produtos artesanais feitos no forno a lenha. O carro-chefe é pão com linguiça assado, produzido na região.
Praça das Etnias
Entrada pela Casa do Colono, com inscrições que homenageiam alemães, italianos e portugueses. No entorno, lojas de artesanato e uma grande padaria; aos sábados, feiras de produtos coloniais e orgânicos.
Museu Major José Nicoletti Filho
Instituído há poucos anos, ocupa uma casa centenária ao lado da Rua Torta. Entrada é gratuita, com salas que contemplam fauna, povos originários, tropeiros e imigrantes da região.
Festa da Colônia
Realizada desde fins de abril até meados de maio, a festa celebra as origens rurais e a herança imigrante. Gastronomia, danças, shows e stands com produtos da região, com edição prevista para 2027 com duração ampliada.
Restaurante Höppner
Localizado no Hotel Ritta Höppner, é referência em culinária alemã. Entre os destaques, o menu degustação Sabores da Baviera e o prato eisbein. O espaço integra o patrimônio gastronômico da serra.
Casa Lovatto & Sartori
Espaço que mescla restaurante, sala de frios, bar e café, administrado por descendentes de imigrantes italianos. Oferece cardápio criativo com opções tradicionais e ambiente acolhedor.
Galeto Mamma Mia
Desde 1985, o galeto domina o cardápio, com sequência que inclui sopa de capeletti, massas artesanais e polenta frita. Hoje, a marca soma franquias no sul do Brasil.
Coelho Café Colonial
Café colonial icônico, com mais de 80 pratos doces e salgados. Serviço à vontade, bebidas quentes, vinhos e fondue; inspiração na rotina dos imigrantes que trabalhavam pela manhã.
Planeta Chocolate
Projeto da Chocolat Gramadense, com loja temática aberta em 2025. Espaço de 3 mil m² oferece experiência intergaláctica, com área infantil, cafeteria e oficina de chocolate, mediante pagamento.
Cave 48
Restaurante na Rua Coberta, famoso pela sequência de fondue. Inaugurou a “janela do vinho” — compras de taça com vinho, inspirado em práticas italianas. Pertence ao grupo Jolimont, ligado à imigração europeia.
A cidade mantém perspectiva de desenvolvimento sustentável, com economia criativa e turismo como alicerces. O objetivo não é apenas atrair mais pessoas, mas fazê-las permanecer mais tempo, fortalecendo Gramado o ano inteiro.
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