- Madrasta, 42 anos, e avó paterna, 81 anos, foram presas na zona leste de São Paulo e encaminhadas ao 50º DP.
- O pai, Chris Douglas, já havia sido preso em flagrante e admitiu manter a criança acorrentada para evitar fugas.
- As duas mulheres passaram a responder pelo crime de tortura qualificada, pela morte da vítima.
- A polícia confirmou que as lesões foram causadas pelo uso das correntes; o caso é classificado como tortura com morte.
- Na residência, foram apreendidos computadores, celulares, tablet e cartões de memória; a prisão do pai foi mantida em regime preventivo.
Madrasta, de 42 anos, e a avó paterna, de 81, foram presas nesta quarta-feira, 13, na Zona Leste de São Paulo. Elas são investigadas pela tortura qualificada que resultou na morte do menino Kratos Douglas, de 11 anos, encontrado sem vida dentro da residência no Itaim Paulista. O pai, Chris Douglas, já estava detido desde a segunda-feira, após confessar que mantinha a criança acorrentada para evitar fugas.
Segundo a polícia, as três pessoas admitiram saber da prática de acorrentamento realizada pelo pai. A prisão em flagrante de Chris ocorreu no dia 11; a prisão preventiva foi decretada pela Justiça na terça-feira, 12. As обвинения envolvem tortura com morte e participação de todos os familiares, conforme investigação do 50º DP.
A criança apresentava sinais de maus-tratos, com hematomas nos membros, roxeamento e espuma na boca, segundo os socorristas. A polícia aponta indícios de sofrimento físico e mental prolongado até a morte. A perícia analisará imagens de câmeras e os aparelhos apreendidos.
Envolvidos
- Pai: Chris Douglas, anteriormente detido, admitiu o uso de corrente para impedir fugas, negando agressões diretas.
- Madrasta: cooperou com a investigação, disse ter presenciado o uso de correntes por parte do pai e da avó.
- Avó paterna: afirmou que a prática de acorrentar era de responsabilidade do pai e negou participação direta na agressão.
Região e data
O caso ocorreu na Zona Leste de São Paulo, com a prisão das duas mulheres na noite de quarta-feira. A residência contava com sistema de monitoramento interno, que será avaliado pela perícia. A Polícia Civil investiga a possível participação de todos os envolvidos.
Contexto e próximos passos
A Polícia Civil continua apurando a causa da morte e a eventual participação da avó na prática de tortura. A família informou à polícia que Kratos já havia escapado anteriormente e apresentava quadro de emagrecimento.
Observações finais
O caso permanece sob investigação no 50º DP. As autoridades não comentaram sobre novas prisões, e não houve posicionamento de advogados sobre o andamento das defesas.
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