- Justiça Federal revogou a prisão preventiva de MC Ryan SP e determinou a soltura do cantor, com medidas cautelares como comparecimento a atos do processo, não sair da cidade por mais de cinco dias sem autorização, apresentação mensal em juízo e entrega de passaporte, se houver; a mesma medida foi aplicada a Diogo Santos de Almeida.
- A soltura ocorre no âmbito de habeas corpus relacionado à Operação Narco Fluxo, investigação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro no entretenimento; a defesa de Raphael Sousa Oliveira diz que ele não desempenhou papel de liderança, apenas prestava serviços publicitários remunerados.
- A investigação teve início a partir de um backup na nuvem (iCloud) do contador Rodrigo Morgado, e apontou o uso do “escudo de conformidade” para mascarar a origem ilícita dos recursos por meio de artistas e influenciadores.
- A lavagem de dinheiro era feita em três frentes: pulverização, dissimulação com criptoativos e interposição de terceiros; o grupo movimentou cerca de R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos, com estimativas da Polícia Federal chegando a até R$ 260 bilhões.
- A operação mobilizou mais de 200 policiais, com 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária em nove estados e no Distrito Federal; foram apreendidos R$ 20 milhões, cerca de 55 veículos de luxo, armas, R$ 300 mil e US$ 7,3 mil, 56 joias e relógios, além do bloqueio de saldo em corretoras de criptomoedas; entre os presos estão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Chrys Dias, Débora Paixão e Raphael Sousa Oliveira.
A Justiça Federal revogou nesta quarta-feira a prisão preventiva de MC Ryan SP e determinou medidas cautelares para o artista, preso na operação Narco Fluxo. A decisão ocorreu após recurso no habeas corpus, ampliando a possibilidade de cumprir o processo em liberdade mediante condições.
Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, também tem a soltura concedida, com restrições similares. A defesa de Raphael afirmou que não houve atribuição de liderança ou gestão de organização criminosa; a atuação dele estaria ligada a prestação de serviços publicitários pagos. A defesa de MC Ryan SP manteve o posicionamento de soltura.
A operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal, envolveu mais de 200 policiais, 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária em nove estados e no Distrito Federal. A investigação aponta vínculos entre entretenimento e lavagem de dinheiro.
Foram apreendidos cerca de R$ 20 milhões, 55 veículos de luxo, armas, R$ 300 mil e US$ 7,3 mil em espécie, além de 56 joias e relógios de alto valor. Foi determinado o bloqueio de saldos em corretoras de criptomoedas, como parte das medidas cautelares.
Entre os detidos estão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Chrys Dias e Débora Paixão, além de Raphael Sousa Oliveira, proprietário da Choquei. A investigação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro associada ao mundo do entretenimento.
A apuração teve início a partir de dados de um backup de iCloud do contador Rodrigo Morgado, integrante do esquema segundo as informações da PF. A operação descreve um “escudo de conformidade” para mascarar a origem ilícita de recursos com uso de ingressos, criptoativos e interposição de terceiros. A PF aponta fluxo financeiro de até R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos, com estimativa de movimentação de até R$ 260 bilhões.
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