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Melhores estandes da NADA New York, cerâmicas quietas e pinturas de jazz

NADA New York chega à décima segunda edição com 110 expositores; cerâmica e fibra ganham destaque, com estreias internacionais e curadoria de alto nível

A booth at NADA New York, 2026.
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  • A edição de 2026 de NADA New York, realizada no Starrett-Lehigh Building em Chelsea, abriu junto com Frieze e contou com 110 expositores, incluindo 51 estreantes.
  • A mostra destacou cerâmica e fibra, sinalizando uma mudança de ênfase em relação aos anos anteriores.
  • Destaques incluem Forgotten Lands, de Saint Croix, com Andrae Green e Cyle Warner, que combinam pintura com obras têxteis e referencias à identidade caribenha.
  • Ruth Owens, da Voltz Clarke, apresentou uma instalação em que aquarelas, blocos de tecido e áudio abordam a infância e a experiência migratória de forma íntima.
  • Também tiveram destaque Keiko Narahashi (Tappeto Volante), Alissa Alfonso e Jen Clay (Baker—Hall), Auudi Dorsey e George Rodriguez (Con Altura) e Elena Roznovan (Central Server Works).

A 12ª edição da NADA New York abriu suas portas na quarta-feira, no Starrett-Lehigh Building, em Chelsea, proximidade com Frieze. A feira celebra 110 expositores, incluindo 51 estreantes, e destaca cerâmica e fibras, além de pintura figurativa recente. O evento ocupa a terceira planta do edifício, com iluminação natural marcada por janelas amplas.

A NADA acontece junto à Frieze, em um momento de concentração de novidades no circuito de arte contemporânea. Com participação global, o leque de galerias vai de Nova York a Xangai, mantendo padrões curtos de curadoria que atraem novos jogadores ao mercado. A presença de criadores emergentes reforça a diversidade de media.

Forgotten Lands (C19): Andrae Green e Cyle Warner

Forgotten Lands, de Saint Croix, faz estreia na NADA com uma dupla de artistas. Green apresenta pinturas de transição, figuras que parecem saltar para o mar, acompanhadas de obras têxteis comgrade vazada. O trabalho dialoga com a identidade caribenha e usa blocos de breeze block transformados em esculturas têxteis.

A curadoria descreve o conjunto como explorando memória coletiva. As obras combinam surrealismo, cubismo e figuração, mantendo uma postura crítica sobre tempo e lugar. A apresentação enfatiza materiais de herança familiar como parte do vocabulário visual.

Ruth Owens (C17): Voltz Clarke

A artista Ruth Owens, de Nova Orleans, apresenta na NADA uma edição de obras em molduras artesanais de patchwork, com temas de infância e migração. A instalação inclui áudio narrando um caso de abdução vivido pela autora, além de vídeos que ilustram memórias familiares em água e piscina.

A proposta combina aquarela suave e linguagem de memória para abordar identidade racial e origem. A obra está integrada a objetos têxteis e estampas africanas, criando uma sensação de intimidade e narrativa pessoal contida em ambientes escuros.

Keiko Narahashi (C11): Tappeto Volante Gallery

A Tappeto Volante Gallery destaca Narahashi com esculturas cerâmicas de pequena escala. As peças vão de formas abstratas a conjuntos com arcos coloridos, em paleta terrosa e pastel.

A produção é apresentada como uma leitura lúdica e às vezes sinistra, inspirada em parte no romance Pierre, de Herman Melville. O conjunto foi concebido durante o isolamento por pandemia, resultando em uma percepção de melancolia contida nas formas.

Alissa Alfonso e Jen Clay (F6): Baker—Hall

Baker—Hall expõe uma dupla de obras que dialogam entre si. Jen Clay apresenta quilted Wild Dogs, confeccionados com roupas de cama da avó, em padrões vibrantes que suavizam a ameaça dos animais.

Alissa Alfonso utiliza objetos coletados, como bolas de basquete e de praia, transformando-os em esculturas florais e botânicas com tecidos tingidos. A combinação de fibra e objetos encontrados traz uma energia de beleza e estranheza.

Auudi Dorsey e George Rodriguez (E24): Con Altura

Na Con Altura, Dorsey e Rodriguez unem pintura expressiva e escultura cerâmica ornamentada. Dorsey trabalha com composições dançantes e retratos de jazz em aquarela preta e branca, enquanto Rodriguez constrói figuras de guardiões que dialogam com tradições cerâmicas diversas.

A montagem enfatiza a alegria na justaposição de estilos regionais e culturais, destacando a musicalidade presente nas obras. A apresentação evidencia a convivência entre práticas de pintura, escultura e cerâmica.

Elena Roznovan (A9): Central Server Works

Roznovan, de Los Angeles, apresenta uma série de pinturas em papel artesanal com temática materna. As imagens retratam mulheres e filhos em composições que se aproximam de um espelho, cercadas por objetos ligados à maternidade.

A obra aborda a experiência do pós-parto com materiais concretos incorporados à moldura, como fotos de recém-nascidos e itens pessoais. A proposta oferece uma leitura sensível da laboriosa realidade da maternidade.

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