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Menino de 11 anos vítima de tortura não era matriculado na escola, diz polícia

Pai admite ter mantido o filho de 11 anos acorrentado; menino não estava matriculado na escola desde 2024, e madrasta e avó foram presas

Corrente utilizada para prender menino de 11 anos em cama
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  • O pai da criança, Chris Douglas, 52 anos, admitiu manter o filho acorrentado; ele foi preso em flagrante por tortura com resultado de morte.
  • Nesta quarta-feira, 13, a madrasta e a avó paterna também foram presas; ambas moravam na casa em Itaim Paulista.
  • Kratos, 11 anos, não estava matriculado na escola desde 2024; teria chegado ao bairro há cerca de um ano com a avó.
  • Delegado afirmou que vizinhos dizem que a criança quase não era vista e que pode ter ficado amarrada ao pé da cama por pelo menos um ano.
  • Conselho Tutelar atuou, outras crianças da casa foram encaminhadas para abrigo, e a polícia realiza perícias em celulares, computadores e câmeras da região.

O pai de 52 anos, Chris Douglas, admitiu ter mantido o filho acorrentado. A prisão ocorreu em flagrante no início da semana, por tortura com resultado de morte. Nesta quarta-feira, 13, a madrasta e a avó da criança também foram presas na mesma residência, em Itaim Paulista, na capital paulista. A investigação segue sem rápidas definições sobre as causas da morte.

Kratos, menino de 11 anos, não estava matriculado na escola desde 2024, segundo informações preliminares. Ele chegou a Itaim Paulista com a avó, vindo de Bauru, no interior de São Paulo, há cerca de um ano. A polícia trabalha para esclarecer todas as circunstâncias do caso.

O delegado Thiago Bassi, do 50º Distrito Policial, afirmou que as versões apresentadas pela madrasta e pela avó indicavam que ele fugia da escola, o que poderia justificar desnutrição por períodos fora de casa. A pública ainda investiga a consistência dessas informações com as evidências coletadas.

Situação da vítima e desdobramentos

Entretanto, diligências na região indicam contradições com essas declarações. Vizinhos relataram que a criança mal era vista na residência. A polícia suspeita que Kratos tenha ficado amarrado ao pé da cama por pelo menos um ano, apresentando ferimentos nos punhos e nas pernas.

Madrasta e avó afirmaram conhecimento do que ocorria, mas negam participação direta. A polícia aponta que elas chamaram o Samu ao encontrar Kratos desacordado durante a entrega de comida. Outros filhos da família, incluindo uma criança de 2 anos, estavam na casa; o Conselho Tutelar foi acionado e as crianças foram acolhidas.

A investigação também apreendeu celulares dos três envolvidos, bem como computadores, HDs e outros equipamentos. A perícia deve esclarecer a origem dos ferimentos e traçar o que houve na residência. A mãe da criança será ouvida pelas autoridades.

Acompanhamentos

A Secretaria de Segurança Pública divulgou que as próximas etapas devem confirmar a linha investigativa sobre a morte e as relações familiares. A polícia continua buscando imagens de câmeras da região para embasar o inquérito. O caso permanece sob apuração do 50º DP. Fonte: apuração de reportagem.

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