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Mercado de luxo no Brasil encara diversidade de estilos e identidades

Painel no SPIW discute diversidade no luxo: líderes negras revelam racismo cotidiano e defendem manter a própria identidade

'Eu não vou deixar de ser quem eu sou para caber em lugar algum': o mercado de luxo no Brasil é diverso?
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  • Durante o São Paulo Innovation Week, o painel “Luxo para todos ou luxo para poucos?” discutiu diversidade no mercado de luxo com Roberta Freitas, Danni Rudz e Vivi Siqueira.
  • Vivi Siqueira contou como o seu salão trabalha para evitar constrangimentos, treinando a equipe para receber bem mulheres pretas e tratar todas com cuidado.
  • As panelistas relataram situações de discriminação, como atendimento preferencial a familiares de pessoas brancas em lojas de luxo, e dificuldades contínuas para talentos pretos.
  • A empresária Danni Rudz reforçou que, no mercado de luxo, quem toma as decisões nem sempre vem de contextos diversos, o que dificulta mudanças estruturais.
  • As participantes defenderam que basta adaptar padrões de consumo e beleza, sem perder identidade, destacando que a diversidade não pode ser tratada como mera quota, mas como representatividade real.

Em São Paulo, durante o São Paulo Innovation Week, o painel Luxo para todos ou luxo para poucos? reuniu três profissionais negras que atuam em diferentes áreas do mercado de luxo. O papo abordou diversidade, inclusão e os percalços enfrentados no setor.

Roberta Freitas, apresentadora e comunicadora de beleza; Danni Rudz, apresentadora e empresária; e Vivi Siqueira, CEO do Espaço VS Hair&CO, discursaram sobre trajetórias distintas e caminhos desafiadores. O debate foi mediado por Edu Santos, mentor de marketing.

Como Vivi Siqueira explicou, a prática de inclusão começa na estrutura do salão. A equipe é treinada para acolher mulheres negras com sensibilidade, evitando julgamentos e tratamentos diferenciados. O objetivo é atendimento igualitário desde o primeiro contato.

Danni Rudz trouxe relatos de situações em lojas de luxo. Em contextos com sua irmã branca, frequentemente era tratada de forma menos valorizada. Ela citou a necessidade de indicar vendedores para reduzir constrangimentos.

Roberta Freitas e Vivi Siqueira também compartilharam episódios recentes de discriminação. Segundo as palestrantes, o processo decisório ainda costuma privilegiar um perfil normativo, o que reduz a representatividade no topo.

As três defenderam que mudanças não passam apenas por campanhas inclusivas. A estética associada ao luxo ainda é majoritariamente branca, o que demanda novidades autênticas, sem seguir apenas padrões estabelecidos.

Para avançar, as participantes destacaram que entrada no mercado não exige conformidade, mas construção de identidade própria. A mensagem é clara: manter a origem, a personalidade e a credibilidade no segmento de luxo.

A pergunta que ficou é como evitar que a inclusão seja tratada como quota. Aposição de valores, composições de equipes e parcerias com marcas ajudam a ampliar a representatividade sem perder o tom do luxo.

O SPIW 2026 segue em São Paulo, reunindo lideranças de empresas, startups e centros de pesquisa. Debates sobre tecnologia, ciência, educação, saúde e finanças integram a programação do evento.

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